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"Sinto-me muito triste": Telma Monteiro após ser eliminada nos Jogos Olímpicos

"Dei tudo, e se pudesse dava mais", confessou a judoca portuguesa.
Lusa 26 de Julho de 2021 às 07:21
 Telma Monteiro em ação contra Julia Kowalczyk
Telma Monteiro em ação contra Julia Kowalczyk FOTO: Reuters
A judoca portuguesa Telma Monteiro, esta segunda-feira eliminada nos -57 kg de Tóquio2020, admitiu estar "muito triste" com a derrota na segunda ronda, porque queria "avançar mais", mas sente que deu "tudo o que tinha" para seguir em frente.

A mais medalhada judoca portuguesa de sempre, bronze nos Jogos do Rio2016, teve uma saída amarga dos seus quintos Jogos Olímpicos, após um combate de enorme desgaste físico na categoria de -57 kg diante da polaca Julia Kowalczyk.

A judoca lusa, de 35 anos, competia nos seus quintos Jogos Olímpicos e em Tóquio2020 repete a classificação de Pequim2008, com um nono lugar, resultante de uma vitória e uma derrota na competição, depois de bater a costa-marfinense Zouleiha Abzetta Dabonne na primeira ronda.

"Sinto-me muito triste, porque queria avançar mais na competição. É uma sensação diferente de frustrada e desiludida, porque sinto que dei tudo o que tinha. Saí exausta, lutei os 10 minutos para ganhar e por isso fico triste de não ter conseguido. O meu objetivo era chegar mais à frente", declarou, na zona mista do Nippon Budokan.

A mentalidade de procurar a vitória, por não ter "medo de não conseguir", já que só concebe a possibilidade de vencer, guiou a portuguesa perante uma adversária que "teve uma postura muito defensiva desde o início".

"Um pouco expectante, talvez receosa de tomar a iniciativa. Eu percebi que tinha a estratégia certa, a fixar bem a pega e tentar projetar. O combate foi-se prolongando e ela não tinha iniciativa. Desgasta imenso, estava a atacar muito, a fazer muita força, e ela muito defensiva. Ao fim de 10 minutos, já é difícil ser explosiva como sou", analisou.

Emocionada, porque não tem mentalidade de "aceitar uma derrota", escusou-se a comentar o papel do árbitro, por não poder controlar isso. "Dei tudo, e se pudesse dava mais", admitiu.

Depois de "evoluir muito ao longo do ciclo", com cinco anos e várias lesões pelo meio, conseguiu "ultrapassar muitas dificuldades para chegar aqui no melhor".

"Vim como cabeça de série e não era por acaso, não era por acaso ter a ambição de chegar ao pódio ou fazer melhor do que no Rio2016. Não mudava nada. Foi um último ano muito difícil, como para toda a gente, fui campeã da Europa, pontuei no Masters, e evoluí muito até aqui", recordou.

Continuando a retrospetiva, deu-se conta que deu "a volta ao ciclo olímpico" e chegou numa forma em que "talvez ninguém esperasse". "Há quatro anos, ninguém dizia que chegava aqui como cabeça de série", atirou.


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