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Correio da Manhã

Desporto
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Sob efeito do Jet-lag

Ultrapassar rapidamente os efeitos decorrentes de uma longa viagem que ocupou todo um dia, de uma ponta à outra da Europa, e ainda da diferença de fusos horários entre Lisboa e Yerevan (mais quatro horas) é o primeiro desafio que se coloca à selecção nacional na deslocação à Arménia, onde a primeira equipa do país está desde ontem.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
 A Selecção portuguesa saiu de Lisboa às 10h00 e chegou à Arménia às 18h00 (22h00 locais)
A Selecção portuguesa saiu de Lisboa às 10h00 e chegou à Arménia às 18h00 (22h00 locais) FOTO: Francisco Paraíso / FPF
Ricardo, que se prepara para defender a baliza das quinas na nova condição de emigrantes, deu especial ênfase ao tema na abordagem do encontro, o oitavo de Portugal no grupo A de apuramento para o Europeu de 2008. “Não há jogos fáceis. Neste, as dificuldades começaram com uma viagem muito longa e prosseguem com a diferença horária. Como ainda temos de contar com o valor do adversário, este é provavelmente um dos jogos mais difíceis da campanha de apuramento”.
Nuno Campos, médico-chefe da Selecção, corrobora. O experiente clínico explicou ao CM que uma amplitude de quatro horas de fuso horário faz mossa no relógio biológico dos jogadores. “O ideal era recuperar uma hora por dia, mas como se sabe estamos quase em cima do jogo que é já quarta-feira”. O médico adianta que em mudanças bruscas do fuso horário “os maiores efeitos costumam chegar ao terceiro dia. Felizmente nessa altura já estaremos de volta a Portugal”.
Até lá, contudo, a situação não é menosprezada. Foi accionado junto dos jogadores um plano para combater o efeito do chamado ‘Jet-lag’. “A forma de minimizar danos é entrar imediatamente no horário local. Temos de induzir o sono, ir para a cama mais cedo e acertar as refeições pela hora local”, finaliza Nuno Campos.
Em termos de rentabilidade do trabalho, ontem foi um dia perdido. A comitiva compareceu no cada vez mais caótico aeroporto de Lisboa às 10h00 e só pelas 18h00 (22h00 locais) chegou ao hotel de acolhimento em Yerevan, após vencer a custo a burocracia das autoridades policiais da Arménia. Ou seja, sem tempo útil para efectuar qualquer treino. Foi chegar, jantar e daí a pouco ir para a cama.
MADAÍL ACORDA BEM-DISPOSTO
Gilberto Madaíl, presidente da FPF e chefe da delegação lusa, garante que Portugal diante da Arménia, mas adverte para a necessidade de se evitarem riscos desnecessários. “Acordei bem disposto e confiante. Portugal é manifestamente favorito, mas o seguro morreu de velho e por isso não podemos minimizar o valor do nosso adversário”, explicou o dirigente.
“A selecção da Arménia é uma equipa muito aguerrida, pois joga com grande sentido de nacionalismo”, disse ainda Madaíl. “A vitória deles sobre a Polónia serve de exemplo para nós. Temos de entrar bem no jogo”. Quanto a palpites, Madaíl não tem dúvidas: “Vamos ganhar”.
Instado a comentar a polémica sobre o caso ‘Lisandro’, Madaíl optou pelo silêncio.
APONTAMENTOS
SIMPATIA
Cristiano Ronaldo fez as delícias dos cerca de 30 acompanhantes que viajaram com a equipa. A bordo, distribuiu autógrafos a todos e fê-lo sempre a sorrir. Um exemplo de simpatia.
CONFIANÇA
Vários jogadores, como Jorge Andrade, Veloso e João Moutinho sublinharam em Yerevan as palavras de Ricardo ainda em Lisboa. Será difícil, mas a obrigação de ganhar é de Portugal”.
ESPANTO
Enquanto esperavam pelo controlo de passaportes, os jogadores viram os eurogolos da Eurosport. Quaresma reviu os seus golos, sorriu e comentou: “Estou num bom momento”.
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