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Correio da Manhã

Desporto

Sonho português com contas difíceis

Portugal empatou ontem 1-1 com a Espanha e adiou para a última jornada do Grupo A, no sábado (frente à Áustria), a decisão do apuramento para as meias-finais do Europeu Sub-19. Para seguir em frente na prova que está a decorrer na Áustria, Portugal precisa de vencer o país anfitrião por dois golos de diferença e esperar pela derrota da Espanha diante da Grécia também por dois golos de diferença. Caso Portugal e Espanha acabem com o mesmo número de golos marcados e sofridos, o regulamento prevê o recurso à marcação de grandes penalidades.
19 de Julho de 2007 às 00:00
Daniel Carriço foi o autor do golo do empate
Daniel Carriço foi o autor do golo do empate FOTO: d.r.
Ontem, durante a primeira parte, os actuais campeões da Europa dominaram por completo. Javi Martinez deu o exemplo do domínio espanhol, com um remate à trave aos 8’. A selecção da Espanha apresentava um futebol mais fluido e não foi surpresa que chegasse ao golo, anulado pelo árbitro, dado que Javi Martinez dominou a bola com a mão.
Com trocas rápidas de posição, sucederam-se os lances de perigo na área da selecção nacional. Portugal limitava-se a ver jogar e terminou a primeira parte com apenas dois remates.
O intervalo não travou a superioridade espanhola e Aarón, em lance individual, sofreu uma falta de Daniel Carriço na área. O próprio jogador encarregou-se de marcar o respectivo penálti. O golo despertou Portugal, que partiu em busca do empate. Aos 71’, um canto de Ivan Santos teve a correspondência desejada de Daniel Carriço – presente no melhor e no pior da selecção – , que se antecipou aos defesas e fez o golo, com um desvio de cabeça ao primeiro poste.
Os últimos minutos pautaram-se novamente pelo domínio espanhol e Aarón e Coto estiveram perto do golo (76 e 89). No primeiro lance, Hugo Ventura fez uma boa defesa; no segundo, a bola saiu muito perto do poste direito.
"FIZEMOS UM JOGO INTELIGENTE"
O seleccionador Edgar Borges ficou satisfeito com o empate contra a Espanha, salientando a qualidade do encontro: “Foi um excelente jogo de futebol, com duas equipas que abordaram de forma diferente o jogo. A Espanha, em função da maturidade competitiva e da confiança do último jogo, entrou melhor na partida, mas nós fizemos um jogo inteligente.”
O técnico português mostrou-se ainda agradado com as prestações dos jovens portugueses. “Os nossos jogadores estão de parabéns. Procurámos limitar os espaços no nosso meio-campo defensivo, para depois poder explorar o contra-ataque. Com o golo da Espanha tivemos de arriscar, porque o resultado não nos servia”, disse Edgar Borges, frisando que a selecção “assumiu o controlo do jogo até ao final”.
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