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Correio da Manhã

Desporto
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Sousa cai para sétimo no Chile

A entrada da caravana do Dakar em território chileno revelou-se complicada para Carlos Sousa (Mitsubishi) que ao fazer apenas o 15º melhor tempo, desceu do sexto para 7º lugar da geral. Já o motard Hélder Rodrigues (Yamaha) teve uma tirada mais tranquila e manteve o 3º lugar, apesar de ter adoptado uma toada mais cautelosa na quarta etapa, encurtada em 40 km pela organização devido aos atrasos – na véspera – de alguns pilotos na chegada ao acampamento.
6 de Janeiro de 2010 às 00:30
Estão fora de perigo os quatro  ocupantes de um helicóptero que se despenhou junto da localidade de Fiambala.
Estão fora de perigo os quatro ocupantes de um helicóptero que se despenhou junto da localidade de Fiambala. FOTO: Reuters

"Esta até foi a etapa em que ataquei mais e onde corri mais riscos, mas o restritor de velocidade foi decisivo", disse o desalentado Carlos Sousa no final da etapa.

Nas motas, Paulo Gonçalves (BMW) foi o melhor português ao terminar em quinto uma etapa ganha pelo espanhol Marc Coma (KTM) que continua a recuperar lugares depois de uma penalização de 22 minutos nos primeiros dias de competição. Pela negativa, destaque para a desistência do português João Rosa, devido a problemas mecânicos na sua Yamaha .

Já nos carros a surpresa veio do Hummer, do norte-americano Robby Gordon, que se superiorizou a toda a concorrência na tirada que ligou Fiambala e Copiapo. Miguel Barbosa (Mitsubishi) foi o melhor português a mais de 15 minutos do primeiro.

Hoje realiza-se uma das tiradas mais longas da prova. A quinta etapa, que liga Copiapo a Antofagasta, tem uma especial de 483 km.

DIÁRIO DO DAKAR: HÉLDER RODRIGUES

AMANHECER NO CÉU

VELOCIDADE, VENTO E AREIA 

Este quinto dia do Dakar foi muito longo e cansativo e começou com uma ligação de cerca de 400 quilómetros em que atravessámos a bela cordilheira dos Andes. No que diz respeito à parte competitiva, a navegação assumiu um papel de relevo. Voltei a dar o meu melhor, a etapa era muito rápida, mas não corri riscos desnecessários e estou satisfeito com a minha prestação. A partir de amanhã passamos para um patamar de dureza superior e como as diferenças na frente ainda são pequenas, sei que terei de aplicar-me ao máximo para continuar no pódio.

ABRIR A PISTA 

Hoje fui o segundo a partir, logo atrás do Cyril Despres, o que em termos práticos representou um desafio maior. Foi quase como se estivesse a abrir a pista, em busca da rota ideal. Sem marcas nas pistas tudo é mais complicado e por isso hesitei por duas vezes. Felizmente não perdi muito tempo.

ESCALADA DA DUREZA 

Amanhã vou correr a mais longa especial do Dakar até ao momento. São quase 500 quilómetros no deserto do Atacama que representam uma verdadeira escalada da dureza. Ainda é cedo, mas a selecção natural começa já aqui!

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