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Correio da Manhã

Desporto
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SPORTING MANTÉM PRESSÃO

O Sporting voltou a demonstrar ontem, à semelhança de jornadas anteriores, que tem sabido lidar da melhor maneira com a pressão de ter de apanhar – ou pelo menos não deixar fugir – o líder FC Porto no topo da classificação da SuperLiga.
16 de Março de 2004 às 00:00
E mais uma vez resistiu. Um remate fora da área de Carlos Martins, que contou com um desvio (com a mão) involuntário de Marco Almeida, e um cabeceamento de Liedson no último minuto ditaram um resultado que não sofre qualquer contestação. Este foi o 19.º jogo consecutivo dos ‘leões’ sem conhecerem o sabor da derrota na SuperLiga.
O conjunto leonino, que não pôde contar com os castigados Pedro Barbosa e Custódio, duas peças importantes do meio-campo, foi sempre superior ao adversário, apesar dos avisos constantes de José Couceiro, técnico do Alverca, que disse que ia a Alvalade para pontuar. O esquema táctico antevia isso mesmo, com uma frente de ataque alargada (Alex Afonso, Rodolfo Lima e Vargas), mas entregaram o jogo ao Sporting, apostando no contra-ataque.
Do lado leonino, Tinga mostrou-se em bom plano, com precisão de passe e um drible fácil, enquanto Carlos Martins revelou grande maturidade e fez esquecer Barbosa.
Com dois avançados apontados à baliza de Yannick – Liedson e Lourenço –, o Sporting cedo demonstrou que queria marcar. Fez tudo para que tal acontecesse, mas Yannick não estava pelos ajustes e mostrou-se em grande plano. Tinga (3’ e 9’), Tello (8’) e Rochemback (16 e 19’) mostraram-se os mais rematadores, mas foi o ‘patrão’ Carlos Martins, à passagem da meia-hora, que violou as redes do Alverca, contando com um desvio de Marco Almeida.
Na etapa complementar, pouco ou nada mudou. O Sporting podia ter dilatado o ‘score’ em mais três ocasiões. Em duas delas, Yannick impôs-se a Rochemback, fazendo o mesmo a Beto, num livre directo.
Veríssimo e Niculae, na parte final do encontro, pegaram-se. O romeno simulou uma agressão do central e este último foi expulso. Mas, para serenar os ânimos, Liedson voltou a colocar os 26 mil espectadores ao rubro, fazendo o segundo golo nos instantes finais.
COUCEIRO: DUALIDADE DE CRITÉRIOS
José Couceiro considera que o triunfo do Sporting foi justo e que a sua equipa esteve abaixo do esperado, mas critica a arbitragem: “Houve uma dualidade de critérios imperdoável em especial por parte do assistente Luís Salgado, que assinalou coisas que não viu, como no lance da expulsão do Veríssimo. Mas isto não justifica a derrota, o Sporting esteve mais forte e os jogadores do Alverca têm potencialidades para jogar melhor”. Já Veríssimo, mal expulso após uma simulação de Niculae, afirmou: “Não agredi o Niculae e se for castigado ele também tem de ser”.
Fernando Santos gostou da actuação da sua equipa. “Foi uma vitória justa e bem conseguida, em especial na primeira parte, em que dominámos e só nos faltou a concretização. Acabámos por marcar com felicidade. Na segunda parte fomos mais intermitentes”.
O médico do Sporting informou que Tello foi substituído devido a uma queixa muscular na face posterior da coxa esquerda. Pode ser uma lesão muscular”, disse Gomes Pereira. Já Polga, acabou o jogo com “queixas musculares motivadas por fadiga”.
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