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Correio da Manhã

Desporto
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Sporting sem tempo para chorar

O ‘leão’ acordou de uma noite certamente mal dormida, feita de insónias, talvez até pesadelos e muita amargura, mas logo uma voz despertou, em tom de alerta, os jogadores para a realidade que se avizinha.
16 de Maio de 2005 às 00:00
Não há, consequência da final da Taça UEFA agendada para quarta-feira, tempo para chorar e perpetuar o desalento provocado pelo adeus ‘leonino’ à SuperLiga, carimbado na véspera com a derrota na Luz (1-0). E talvez tenha sido isso mesmo que José Peseiro transmitiu ao grupo, numa curta palestra realizada minutos antes de se iniciar o treino matinal que marcou o regresso ao trabalho do plantel ‘verde-e-branco’.
Afinal, agora, uma vitória na Taça UEFA perfila-se não só como o objectivo prioritário, mas também como a derradeira possibilidade dos ‘leões’ somarem qualquer título numa época que está prestes a esgotar-se. E importa por isso – e para isso – reabilitar a equipa e sarar as feridas contraídas na Luz, ainda que as marcas do desaire sejam profundas e visíveis. Os rostos fechados, o ar apreensivo e a tristeza no olhar substituíram ontem a alegria e boa disposição que normalmente marcam as sessões de trabalho na Academia. Não houve, na ressaca do ‘derby’, brincadeiras, nem vontade de o fazer. O título fugiu e, mais que uma derrota, alguns dos veteranos do plantel terão perdido a derradeira oportunidade de saborearem a conquista de um campeonato... já para não lembrar o prémio financeiro que os jogadores deixaram de ganhar.
Mas o treino, com maior ou menor esforço, lá se realizou. Os titulares na Luz, aos quais se juntou Pinilla, limitaram-se a fazer corrida e alongamentos, com o preparador físico João Aroso a seguir de perto os trabalhos. Um treino ligeiro, que serviu essencialmente para os jogadores recuperarem do esforço despendido. Já os restantes elementos do plantel, incluindo Enakarhire e Carlos Martins – treinaram aparentemente sem limitações e estão disponíveis para quarta-feira – entreteram-se com um jogo de futvolei. Durante os 15’ abertos à Imprensa, Hugo abandonou o relvado, ladeado por Gomes Pereira, presumivelmente devido a queixas apresentadas.
Logo após o treino, e o final de um estágio que havia começado na sexta-feira – os jogadores, excepção feita a Enakarhire, Carlos Martins e Liedson, pernoitaram na Academia após o ‘derby’ – , os ‘leões’ foram dispensados. Por pouco tempo. Esta tarde, às 16h00, há treino na Academia de Alcochete, seguindo-se de imediato o estágio que antecede o decisivo jogo da final da Taça UEFA, entre o Sporting e o CSKA de Moscovo.
RICARDO FEZ TUDO O QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE NO LANCE DO GOLO?
“O Ricardo sabe perfeitamente o que devia ter feito, mas eu não estou aqui para criticar o trabalho de ninguém. Talvez a melhor solução fosse ele socar a bola. Foi um lance infeliz. Na minha opinião não houve qualquer falta do Luisão. O golo foi limpo.” Ivkovic, ex-guarda-redes do Sporting
“Ele preocupou-se mais com a desmarcação de Luisão do que com a bola. Esteve infeliz no lance. Aquela é a sua zona de protecção por isso deveria ter socado a bola ou até promover o contacto para que fosse assinalada falta.” Lúcio Pereira, ex-internacional
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