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Correio da Manhã

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Taça das Confederações: Brasil contra 'milagre' americano

O futebol monocórdico e previsível dos EUA voltará a ser presa fácil para o Brasil, superior em todos os capítulos.
27 de Junho de 2009 às 00:00
Taça das Confederações: Brasil contra 'milagre' americano
Taça das Confederações: Brasil contra 'milagre' americano FOTO: d.r.

O Brasil é largamente favorito à conquista da Taça das Confederações na final de amanhã perante a selecção dos EUA. Só mesmo uma noite de grande desinspiração ‘canarinha’ poderia proporcionar uma das maiores surpresas da história do futebol – o triunfo de uma mediana selecção americana que, nos dois primeiros jogos, foi sovada pela Itália (1-3) e pelo próprio Brasil (0-3), antes de operar os dois ‘milagres’ - 3-0 ao Egipto e 2-0 à Espanha – que a conduziram ao jogo final.

É certo que o Brasil desiludiu na meia-final com a África do Sul e foi premiado com uma vitória ‘in extremis’ que teve um sabor de injustiça cruel para os ‘Bafana Bafana’, sempre mais rápidos, mais combativos e mais perigosos. Mas se os sul-africanos chegaram a sufocar o ‘escrete’ com futebolistas da qualidade de Gaxa, Tshabalala, Pienaar, Modise e Parker, é difícil apontar nos EUA um jogador capaz de tirar o sono a Dunga.

Com boa vontade, podemos considerar Altidore, Dempsey, Donovan [e o ausente Bradley] um bocadinho acima da média, mas em condições normais o futebol monocórdico e previsível dos EUA voltará a ser presa fácil do Brasil.

Na sensacional proeza dos ‘yankees’, impossível não destacar uma frase do seleccionador Bob Bradley, 51 anos, o primeiro a conduzir os EUA à final de uma competição intercontinental depois de ganho, em 2007, a quarta Gold Cup/Concacaf do historial ‘yankee’ – a Gold Cup é o ‘Europeu’ da América do Norte, Central e Caraíbas. O sucessor de Bruce Arena afirmou que sabia ‘como ganhar à Espanha’, mas ninguém o levou muito a sério. Compreensivelmente. Apesar do estrondoso 3-0 ao Egipto, os americanos tinham feito tristes figuras com a Itália e com o Brasil e não havia motivo para imaginar uma surpresa com a poderosa Espanha. Aconteceu.

Os americanos defenderam muito bem, conseguiram neutralizar Xavi e bateram-se com raça. Mas é difícil imaginar um terceiro ‘milagre’ seguido contra um Brasil avisado. Em 14 confrontos com a ‘canarinha’, os EUA ganharam uma única vez (1-0 no Los Angeles Memorial Coliseum, golo de Preki) em jogo da meia-final da Gold Cup de 1998. De resto, brasileiros e americanos encontraram-se em mais três meias-finais (na Copa América, em 1995; na Gold Cup, em 1996 e 2003) e o ‘escrete’ ganhou sempre pela margem mínima (1-0; 1-0; 2-1). No Mundial de 1994-EUA, Bebeto liquidou os anfitriões (1-0) nos ‘oitavos’ e na Taça das Confederações de 1999 (México), foi um pénalti de Ronaldinho que vergou os EUA (1-0). Sempre muito renhido... até este último confronto.

ESCRETE ATACA "TRI"

Se vencer amanhã o Brasil ultrapassa a França e torna-se o primeiro país a ganhar por três vezes a Taça das Confederações. O «escrete» tem ainda uma final perdida (para o México). Para os EUA, que têm dois 3.º lugares nesta prova, trata-se da primeira final numa competição à escala mundial. Ganhar seria uma proeza e tanto.

QUADRO DE HONRA

 AnoAnfitriãoFinal 3.º classificado 
 1992 Arábia SauditaArgentina-Arábia Saudita (3-1) E.U.A. 
 1995 Arábia SauditaDinamarca-Argentina (2-0)México
 1997 Arábia SauditaBrasil-Austrália (6-0) República Checa 
 1999 MéxicoMéxico-Brasil (4-3)E.U.A. 
 2001 Coreia do Sul / JapãoFrança-Japão (1-0) Austrália 
 2003 FrançaFrança-Camarões (1-0) Turquia 
 2005 AlemanhaBrasil-Argentina (3-0) Alemanha
 2009África do Sul Brasil-E.U.A.Espanha/África do Sul 

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