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Correio da Manhã

Desporto
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Talento bracarense para dar e vender

Paulo Vinícius e Pardo definiram as diferenças com os golos. Equipa de Costinha desafinada.
17 de Agosto de 2013 às 01:00
Ruben Micael (esq.) e Sérgio Oliveira (dir.), ontem, em Felgueiras
Ruben Micael (esq.) e Sérgio Oliveira (dir.), ontem, em Felgueiras FOTO: José Coelho/Lusa

A nova época começou como a anterior, pelo menos no duelo particular de treinadores: Jesualdo Ferreira voltou a levar a melhor sobre Costinha e o Sp. Braga venceu o Paços de Ferreira no arranque da Liga. Repetiu o sucesso alcançado na última jornada de 2012/13 (triunfo do Sporting, de Jesualdo, em casa do Beira-Mar, de Costinha, por 4-1).

Desta vez, os números foram menos desnivelados (dois golos de diferença), mas o efeito prático foi o mesmo, com Jesualdo Ferreira a embolsar os três pontos.

O central Paulo Vinícius começou a construir o triunfo. O brasileiro foi à área adversária para se antecipar a André Leão e fazer o primeiro golo do jogo, disputado em Felgueiras, casa emprestada da equipa pacense, devido às obras na Mata Real.

Acabou por ser um mau ensaio geral do Paços de Ferreira para o play-off da Liga dos Campeões (terça-feira frente ao Zenit). Mas o que o Paços não fez foi porque o Braga não o permitiu. Melhores entendimentos a meio-campo, mais objetividade nas saídas para o ataque e, sobretudo, melhor capacidade técnica na definição dos lances: exibições bem conseguidas de Ruben Micael e Alan (fez as assistências para os dois golos, apontados em cada uma das partes).

Os castores foram uma manta curta e com alguns ‘retalhos’ (Rodrigo António é médio e esteve a lateral-direito, e Filipe Anunciação também é médio e alinhou a central), devido a impedimentos na equipa orientada por Costinha.

Os arsenalistas, por seu lado, tiveram outros argumentos – não precisaram de recorrer a adaptações e mostraram ter talento para dar e vender. O segundo golo, apontado por Pardo, na segunda parte, arrumou de vez com um jogo em que a formação minhota controlou, mesmo quando deu a iniciativa ao adversário (na primeira parte, a maior percentagem de posse de bola foi do Paços de Ferreira, que também teve um número superior de remates – nove contra cinco).

Mas provou-se em Felgueiras que, em futebol, quantidade não é necessariamente sinónimo de qualidade e os índices de eficácia do Sp. Braga acabaram por imperar com toda a naturalidade. Ganhou quem foi melhor. n

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