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Correio da Manhã

Desporto
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TANTA MEDIOCRIDADE SÓ PODIA DAR EMPATE

Se dúvidas existissem, o Santa Clara e a Académica mostraram ontem os motivos pelos quais se encontram a discutir, taco a taco, a permanência na SuperLiga. As duas equipas defrontaram-se em Ponta Delgada num jogo medíocre e sem qualquer tipo de emotividade, e o resultado final (0-0) esboça a falta de produtividade de ambas as formações.
12 de Maio de 2003 às 00:00
Os ‘estudantes’ foram melhores durante grande parte da partida e só não saíram dos Açores com os três pontos (que lhe permitiriam ultrapassar o adversário de ontem) porque as exibições acertadas de Kali e Sérgio Nunes impediram males maiores para a equipa de Carlos Alberto Silva.
Com um bloco muito forte no meio-campo, a Académica dominou quase sempre o jogo, controlando por completo as operações, ao mesmo tempo que o Santa Clara voltou a demonstrar graves lacunas no fio de jogo entre os diversos sectores. Como equipa, os açorianos são uma nulidade, mostrando pouco futebol e, acima de tudo, uma atitude competitiva confrangedora. A divisão de pontos acabou por agradar mais a Artur Jorge do que a Carlos Alberto Silva. O treinador da Académica disse, no fim do jogo, que o ponto conquistado "foi muito importante" e considerou que a sua equipa "tem de vencer os jogos em casa para alcançar a manutenção". Já o brasileiro apelidou de "fundamental" o embate da próxima jornada com o Moreirense.
O positivo do jogo vai para o ‘estudante’ Tixier, que parou todos os adversários que lhe surgiram pela frente. Quanto ao negativo da partida vai para a formação açoriana, que ontem fez uma exibição deplorável.
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