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Correio da Manhã

Desporto
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"Temos de ter os olhos no futuro”

Carlos Queiroz, seleccionador nacional, vai promover hoje as estreias de Beto, Zé Castro e Eliseu no jogo contra a Estónia.
10 de Junho de 2009 às 00:30
Uma bela adepta estónia vibrou ontem com o treino da selecção portuguesa, aplaudindo efusivamente os pupilos de Carlos Queiroz
Uma bela adepta estónia vibrou ontem com o treino da selecção portuguesa, aplaudindo efusivamente os pupilos de Carlos Queiroz FOTO: Paulo Novais/Lusa

– Como está o espírito dos jogadores para este jogo, depois da vitória (2-1) sobre a Albânia?

– Temos bem traçada a linha programática da Selecção. Não vamos deixar de cumprir o objectivo que nos trouxe até aqui, mas não queremos dar passos atrás.

–Que passos são esses?

– Sinto o grupo mais tranquilo. Desde o jogo com a África do Sul [vitória, 2-0] que a equipa nos tem dado essa indicação e, independentemente dos nomes, a confiança é cada vez maior nos jogadores.

– Já informou aos jogadores qual a equipa que vai entrar de início?

– Os jogadores estreantes já foram informados, mas todos eles estão preparados mentalmente. Vamos jogar com Beto na baliza, Miguel, Ricardo Carvalho, Rolando e Gonçalo Brandão na defesa, Zé Castro, Tiago e Boa Morte no meio-campo e Eliseu, Edinho e Nani na frente.

– Por que razão vai jogar Zé Castro no meio-campo e a que se deve a aposta em Beto?

– Algumas situações na Selecção configuram o presente, outras, o presente e o futuro. Tenho confiança nos quatro guarda-redes que aqui estão. O futuro dependerá deles. Quanto ao Zé Castro, tem condições técnicas para fazer as duas posições. Tem uma carreira brilhante como central e jogou muitas vezes a trinco. Encaramo--lo como um segundo Pepe, para quando for necessário.

– O golo de Makukuka no Cazaquistão, mesmo no final do jogo, simbolizou a reviravolta na caminhada para o Euro’2008, na Áustria e Suíça. O de Bruno Alves, frente à Albânia, pode ser o clique que faltava a esta Selecção?

– Esse golo demonstrou que todos temos de acreditar até ao fim, mas não é com esse clique que a equipa vai conseguir a qualificação. O golo de Bruno Alves pode simbolizar esse clique, mas é preciso conjugar muitos outros pequenos cliques. Temos de ter as mãos no presente e os olhos no futuro. Admito que o golo trouxe mais ilusão, esperança e mérito à equipa, que soube bater nos pontos fracos da Albânia, até levá-la a ceder.

– Tem feito a renovação com jogadores na casa dos 25/26 anos e não com outros mais jovens. Alguma razão?

– Temos um trabalho estratégico e coordenado e tentaremos garantir 4 a 6 jogos por ano, para jogadores que saltam dos sub-21. Há cinco ou seis jogadores estabilizados na Selecção que duram anos. Se os seus sucessores naturais não estiverem em competição, podem afastar-se. Por exemplo, em Toulon está Rui Patrício, que podia estar aqui connosco. Mas preferimos vê-lo fazer quatro jogos em Toulon do que estar aqui e não jogar.

MÉDICO NEGA OPERAÇÃO A RONALDO

A imprensa inglesa noticiou ontem que Cristiano Ronaldo seria operado brevemente por se terem agravado os sintomas de pubalgia. Contudo, o médico Henrique Jones coloca de parte esse cenário. 'Desconheço a notícia, mas posso dizer que neste momento não há rigorosamente nada que nos leve a pensar nessa possibilidade', afirmou, sem adiantar mais pormenores sobre a lesão.

Cristiano Ronaldo jogou os 90 minutos contra a Albânia, mas não seguiu viagem com a comitiva para o jogo na Estónia. Não estará Cristiano, mas jogará Tiago, que ontem admitiu o interesse do Marselha nos seus serviços, mas prefere ficar na Juventus.

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