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Militar da GNR diz que droga apreendida na 'casinha' era da claque do Sporting

Ouvidos militares que estiveram no local e outros que conduziram a investigação.
Correio da Manhã 21 de Novembro de 2019 às 09:36
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Militar da GNR diz que droga apreendida na 'casinha' era da claque do Sporting
A terceira sessão do julgamento dos ataques à Academia de Alcochete decorre esta quinta-feira, com início marcado para as 9h30, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Serão ouvidos militares da GNR que estiveram no local e outros que conduziram a investigação.

O julgamento teve início esta segunda-feira, com os 44 arguidos do processo a remeterem-se ao silêncio, à exceção de Bruno Jacinto, que revelou ter avisado André Geraldes, ex-diretor-geral dos leões, do ataque iminente à Academia de Alcochete.

Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, pediu dispensa das audiências do julgamento, alegando não ter meio de transporte e ter uma ocupação profissional como comentador desportivo.

O problema nesta fase do julgamento prende-se com o facto de vários jogadores não estarem em Portugal e só poderão ser ouvidos por videoconferência. 

Ao minuto:

18h30 - 
O militar da GNR João Oliveira admitiu esta quinta-feira, em tribunal, que a posse da droga apreendida durante as buscas na sede da Juventude Leonina foi atribuída à claque e não a uma pessoa em especial.

"A droga foi apreendida à 'Juve Leo'", afirmou João Oliveira, um dos responsáveis pelas duas buscas à sede da claque, junto ao estádio de Alvalade, na terceira sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa, e que prossegue na segunda-feira.

Segundo João Oliveira, quando foram apreendidas 15 gramas de cocaína num frasco com arroz, Jojó, a pessoa que tomava conta do espaço da 'casinha' e Nuno Mendes 'Mustafá', um dos líderes da claque 'Juve Leo' "discutiam sobre de quem era a droga".

12h40-  José Monteiro diz que a acusação está bem sustentada, com as imagens de videovigilância da Academia do Sporting, que dão conta de quem esteve presente durante o ataque.

12h-
A sessão está a ser marcada por tensão entre advogados. A juíza já ameaçou várias vezes desligar o microfone do advogado de Elton Camará. O advogado exaltou-se quando questionou a testemunha, José Monteiro, militar da GNR e coordenador da investigação do caso.

11h00 -
 O militar revela que os grupos de Whatsapp dos suspeitos foram cruciais para consolidar a sua identificação e também para encontrar novos suspeitos.

As mensagens continham os planos sobre como seria feito o ataque à Academia do Sporting.

A análise de antenas celulares também foi crucial para reforçar a tese das autoridades. Foram identificados 43 homens em flagrante delito, no entanto, o militar refere que o grupo podia ser maior, dado que alguns elementos podem ter conseguido fugir às autoridades.

10h44 -
Advogado Miguel Matias perguntou ao militar se é possível determinar quem fez o quê. José Monteiro responde: "Individualmente não foi apurado de todo. Dentro do balneário não há sistema de videovigilância, pelo que é impossível determinar o que cada um fez".
10h25 - José Monteiro diz que foi necessário criar uma equipa de especialistas para analisar toda a informação recolhida dos telemóveis.

10h21 -
Está a ser ouvida a testemunha n.º 4, José Monteiro, militar da GNR.

9h30: A terceira sessão do julgamento começa no Tribunal de Monsanto.
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