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Correio da Manhã

Desporto
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Títulos à dúzia é bem melhor

Depois de ter ganho 11 títulos tanto em 2004 como em 2005, Roger Federer chegou ontem à dúzia ao conquistar a Masters Cup – o elitista evento reservado aos oito melhores tenistas do Mundo em 2006.
20 de Novembro de 2006 às 00:00
O suíço número um mundial fez questão de eclipsar a frustrante derrota ‘in extremis’ na final do ano transacto para David Nalbandian (convalescente de uma grave entorse no pé, só perdeu no ‘tie-break’ do quinto ‘set’) com uma prestação cintilante face ao norte-americano James Blake.
Em apenas 97 minutos, impôs-se por 6-0, 6-3 e 6-4, e não só levou para casa o seu terceiro troféu na prova (igualando Boris Becker e John McEnroe) como também um chorudo cheque de 1,55 milhões e ainda um novo Mercedes.
Mas – mais do que os troféus, os títulos, os cheques e os prémios – o que impressiona verdadeiramente é a suprema elegância do genial suíço tanto dentro do ‘court’ como fora dele. Fora, é o número um mais ‘normal’ de sempre e não pode ser mais atencioso para com os jornalistas ou os adeptos; dentro, é o tenista mais completo de que há memória e torna-se aterrador pensar que continua a melhorar: esteve melhor do que nunca na execução técnica de esquerda, alinhando fulminantes acelerações com aquela que era considerada a sua pancada menos excelente...
SEM ADJECTIVOS
“Mete medo ver que ele continua a melhorar, mas isso também nos dá mais motivação para trabalhar”, referiu Blake, que também é dos muitos que considera Federer o melhor tenista de sempre. Está a tornar-se cada vez mais difícil encontrar adjectivos para caracterizar o suíço e o próprio Roger reconheceu que as coisas não lhe podia ter corrido melhor: “Também estou sem palavras... a certa altura até me ri de mim mesmo, de tão bem que estava a conseguir jogar.
Ganhar a Masters Cup, que é uma espécie de campeonato só entre os melhores do Mundo, foi a conclusão perfeita para uma época sensacional.”
Mais uma, que quase obrigatoriamente lhe valerá um terceiro galardão consecutivo de melhor desportista do planeta, em todas as modalidades confundidas, atribuído pela Laureus Worlds SA.
O ADVERSÁRIO FANTASMA
Nesta altura, Roger Federer parece ter apenas dois adversários: Rafael Nadal (com quem apresenta um défice de 3-6 no mano-a-mano, tendo ganho os dois últimos encontros) e Pete Sampras (estatisticamente o melhor jogador de todos os tempos por deter o recorde de títulos do Grand Slam conquistados).
Aos 25 anos, o suíço já ultrapassou Sampras em número de títulos Masters Series (vai em 12; Sampras encerrou a carreira com 11), mantém-se em perseguição no número de troféus do Grand Slam (9 contra 14) e acabou de melhorar o seu registo na Masters Cup (venceu três em quatro finais; Sampras venceu cinco em seis finais).
OCTOMILIONÁRIO
Ao vencer os seus dois primeiros encontros na Masters Cup, Roger Federer tornou-se no primeiro tenista a ultrapassar a fasquia dos sete milhões de dólares numa única temporada.
Ao ganhar o torneio, embolsou um total de 1,52 milhões que lhe permitiram estabelecer um novo recorde num patamar ainda mais elevado: 8,344 milhões em 2006 – apenas em prémios oficiais, valor a que devem ser acrescidas umas duas a três dezenas de milhões de dólares anuais decorrentes de contratos publicitários e patrocínios.
PERFIL
Nome: ROGER FEDERER
Idade: 25 anos
Estatura: 1,85m / 85 kg
Naturalidade: Basileia (Suíça)
Residência: Orberwill
Ranking: N.º 1.
Títulos: 44 (11 em 2006)
Prize-Money: 22 273 160 euros
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