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TONI QUER NOVAS AVENTURAS

Depois de ter deixado a China, onde desempenhou as funções de treinador principal do Shenyang Ginde, Toni está disponível para treinar em Portugal, não enjeitando, contudo, um regresso. “O meu futuro pode passar novamente pela China.
19 de Junho de 2003 às 00:00
O que quero é estar preparado para regressar ao trabalho assim que surgir a hipótese. Seja em Portugal ou noutro local qualquer”, disse o técnico português ao Correio da Manhã.
Para já, com o mercado nacional praticamente fechado ao nível de treinadores, Toni apenas referiu que “no futebol nunca sabemos o que pode acontecer”, garantindo a sua “grande determinação para continuar a trabalhar”.
Consciente das dificuldades de treinar em Portugal, “todos os clubes já têm treinadores”, admite estar pronto para outros desafios. E, quem sabe, até podem vir da própria China”, disse o técnico.
Depois da aventura asiática que durou um pouco mais de cinco meses, onde Toni, no campo desportivo, alcançou feitos aceitáveis (disputou três jogos da Taça e cinco para o campeonato, deixando a equipa a dois do primeiro classificado e com menos um jogo).
Contudo, a aventura acabou por se gorar porque, como o próprio referiu ao CM: “Os dirigentes chineses começaram a entrar na esfera de treinador. Ou seja, no último mês e meio, quando o centro de estágio da equipa ficou pronto, começaram a surgir complicações e intromissões que não poderia aceitar como o facto dos jogadores e treinadores chineses ficarem a viver no centro de estágio enquanto os estrangeiros da equipa, como eu e o Carlos e os outros jogadores tínhamos de nos deslocar até à cidade. A título de exemplo posso dizer que eles ficavam a viver em Torres Vedras e nós tínhamos de nos deslocar todos os dias para Lisboa”.
Perante tal facto, Toni teve de optar inevitavelmente por pôr termo à situação em que foi colocado pelos responsáveis do clube.
“Não tive outra opção senão enviar uma carta ao clube e à federação chinesa a rescindir o meu contrato. Não poderia continuar a treinar a equipa até porque os dirigentes tomaram decisões sem me consultar como foi o caso do afastamento do Carlos Azanha do comando da equipa quando tive de me deslocar a Lisboa”, lamentou.
Agora, o técnico português vai em conjunto com a Associação Nacional de Treinadores, desenvolver um processo normal de rescisão a fim de se libertar do compromisso chinês.
Entretanto, outra das contrariedades com que o técnico luso teve de se debater foi com facto da eclosão da Síndrome Respiratória Aguda (SARS). “É certo que tive de ter alguns cuidados, mas não foi isso que me fez sair da China”, afirmou Toni ao CM.
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