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Correio da Manhã

Desporto
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Toni quer projecto firme para continuar

O Estrela da Amadora está de volta à SuperLiga após um ano de interregno. Contudo, nem tudo são boas notícias. É que o clube da Reboleira atravessa um dos piores momentos em termos financeiros.
3 de Maio de 2005 às 00:00
Um ano em cheio no plano desportivo, um ano terrível no capítulo financeiro. É assim que se pode retratar a época 2004/2005 do Estrela da Amadora, que no passado sábado garantiu a subida de divisão, isto depois de ter chegado às meias-finais da Taça de Portugal. O obreiro deste feito chama-se Toni, treinador dos ‘tricolores’, que já na temporada passada quase levou a Naval à SuperLiga. Agora chega o desafio de treinar, pela primeira vez, no escalão máximo do futebol português. Ou não. É que ainda não é certo que Toni continue. Tudo devido à grave crise financeira.
“Desde o início da época que tivemos muitos problemas, apesar de só mais tarde terem vindo para a praça pública. Há coisas que têm de mudar na próxima época. Não quero chegar à SuperLiga de uma maneira qualquer. Para aceitar um projecto, o clube tem de ter alicerces firmes”, disse o treinador, que já tem reunião marcada com o presidente António Oliveira.
“Vamos falar para ver se tudo se resolve. Quero ter a certeza que vou ter as melhores condições possíveis para esta aventura na SuperLiga. A Amadora merece um clube com condições e tenho a certeza de que quando as tiver será um dos melhores. Era fundamental que o Estrela ficasse muitos anos lá em cima. Mas para isso terão de existir melhores condições”, disse.
Apesar de todos os problemas, Toni mostrou-se orgulhoso pela temporada futebolística do clube da Reboleira. Entre os muitos elogios aos seus jogadores, o treinador também não se esqueceu daquilo que fez pelo Estrela.
“Não houve qualquer tipo de segredo para conseguir a subida de divisão. Trabalho e mais trabalho foi essa a única fórmula. E aqui tenho de agradecer a todos os meus jogadores, que foram enormes. Todos sabiam o que se passava no clube e nem por isso deixaram de correr, de lutar com tudo o que tinham pela vitória em cada encontro. Também eu fiz tudo e mais alguma coisa por este clube e pelos meus jogadores. Eles nunca me defraudaram e eu também não o iria fazer. Entreguei-me de alma e coração e felizmente tirámos os dividendos”, salientou Toni.
Sabedores da crise por que o Estrela passava, ainda assim os adeptos não ajudaram da melhor maneira o clube da Reboleira. As receitas de bilheteira são fundamentais, mas em casa o Estrela nunca conseguiu fazer mais de meia casa (exceptuando a meia-final da Taça com o Benfica). Toni também pede apoio aos sócios e simpatizantes. “Todos sentimos que os adeptos estão divorciados com o clube. Não sei por que será. O clube precisa deles e eles terão de levar isso em conta. Pode ser que com a SuperLiga tudo se modifique. Espero eu”, revelou.
ESTRELA
O Estrela da Amadora foi fundado em 1932. Com 73 anos de ‘vida’ os ‘tricolores’ já estiveram por 12 vezes no primeiro escalão do futebol português. A melhor classificação foi o 7.º lugar (1997/1998), mas o maior feito do clube da Reboleira aconteceu em 1990, com a conquista da Taça de Portugal. Com a obtenção deste troféu, os ‘tricolores’ chegaram às competições europeias, mais propriamente à Taça das Taças. No entanto, não passaram dos oitavos--de-final
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