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Correio da Manhã

Desporto
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Um candidato não é bem isto

José Mota estava na bancada mas agora mora em Matosinhos. No entanto, lá em baixo permaneciam algumas figuras da temível equipa de outro tempos. Edson, Paulo Sousa, Filipe Anunciação e Cristiano, no mesmo campo onde tantas vezes os grandes sofreram. Este Paços começou por ser só vontade. Isso chegou para retirar espaço ao Sporting no meio-campo. Mas foi insuficiente para levar a bola até Rui Patrício. Incapaz de incomodar, o Paços ergueu os braços e rezou pela eficiência do seu guarda-redes. Cássio não foi um deus, mas por três vezes negou grandes oportunidades aos leões, o que mantinha o marcador em branco ao intervalo. Sem jogar grande coisa, o Sporting estava melhor.

27 de Outubro de 2008 às 00:30
A equipa do Paços de Ferreira chegou a assustar o Sporting na Mata Real. O empate acaba por ser um resultado justo
A equipa do Paços de Ferreira chegou a assustar o Sporting na Mata Real. O empate acaba por ser um resultado justo FOTO: Estela Silva, Lusa

Pois bem, nenhum os treinadores quis deixar a coisa para os deuses, ambos mexeram. Paulo Sérgio teve sorte, Tatu foi melhor do que Edson. Paulo Bento retirou o mais fino dos médios e colocou Pereirinha. A equipa ficou mais aberta e teoricamente mais preparada para ganhar os muitos duelos. Ilusão. O Paços começou a jogar no espaço que se abriu e por três vezes esteve perto do golo, contra apenas uma de Hélder Postiga, defendida por Cássio.

A vinte minutos do fim, Paulo Bento perdia Tonel por lesão e tinha a equipa distante do jogo. Chamou Derlei, manteve Rochemback como organizador e emendou a substituição anterior, colocando Pereirinha a lateral e devolvendo Moutinho à direita. Hoje em dia, o treinador do Sporting parece disponível a tudo para manter Rochemback no onze. Tudo até desmontar o meio-campo. Um erro voltou a provar este jogo. Os leões tentaram pressionar, mas os lances de maior perigo chegaram do Paços. Um candidato ao título não é bem aquilo que se viu na Mata Real. Tem de jogar melhor e apresentar outra vontade no sítio onde só passa quem sabe sofrer.

ANÁLISE

POSITIVO: CÁSSIO, ESSENCIAL

De longe o melhor em campo, o guarda-redes do P. Ferreira segurou a equipa durante o domínio do Sporting.

NEGATIVO: ROCHEMBACK PARA QUÊ

O brasileiro só aparece para bater as bolas paradas. Defende em sofrimento, impõe um ritmo baixo quando tem a bola.

ARBITRAGEM: SERÁ O MELHOR?

Mau critério disciplinar e dúvidas num fora-de-jogo assinalado a Liedson, aos 22’. Errou ao não punir cotovelada de Tonel.

APONTAMENTOS

PONTOS PERDIDOS

Paulo Bento reconheceu que o Sporting não teve ao melhor nível. "Foram dois pontos perdidos. Criámos algumas situações, mas não fomos felizes. O Paços teve mérito", disse.

VUK É PARA RECUPERAR

"Existe uma vontade do grupo, técnicos e administração no sentido de recuperar Vukcevic para que ele possa contribuir para um Sporting mais forte", disse ontem Ribeiro Telles, vice-presidente da SAD leonina, que gostava de ver ‘Liedson português’.

VIZINHO MOTA A VER

José Mota, técnico do Leixões, esteve ontem nas bancadas a assistir ao jogo. O treinador, com passado no clube, mora a 50 metros do estádio da Mata Real e joga contra o Paços de Ferreira na próxima semana.

FICHA DO JOGO

LIGA – 6.ª Jornada – 26/10/08

Estádio da Mata Real – Assistência: 5000

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio, Ricardo, Ozeia, Kiko, Kelly, Paulo Sousa, Filipe Anunciação, Rui Miguel (Pedrinha, 80m), Edson (Leandro Tatu, 46m), William e Cristiano (Chico Silva, 84m). Treinador: Paulo Sérgio.

SPORTING: Rui Patrício, Abel (Derlei, 71m), Tonel (D. Carriço, 71m), Polga, Grimi, Rochemback, João Moutinho, Izmailov, Romagnoli (Pereirinha, 46m), Postiga e Liedson. Treinador: Paulo Bento.

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)

Disciplina: Cartões amarelos - João Moutinho (42’), Tonel (62’), Paulo Sousa (66’)

Classificação do jogo: 4

 

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