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Correio da Manhã

Desporto
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Um divino Leo Messi e um dragão sem chama

O FC Porto voltou a falhar no Mónaco a reconquista da Supertaça, numa final previsível em que a classe individual e colectiva do Barcelona castigou sem piedade os erros portistas. Não houve esmagamento, mas em nenhum momento o campeão nacional deu indicações de poder evitar a derrota, pois as limitações ofensivas decorrentes da venda de Falcão foram gritantes.

27 de Agosto de 2011 às 00:30
Hulk tenta passar por Abidal
Hulk tenta passar por Abidal FOTO: Guillaume Horacajuelo/ Epa

O FC Porto tentou barrar o caminho para a sua grande área e dava a ilusão de ter as operações controladas, quando um erro incrível de Guarín colocou a bola nos pés de Messi, ‘esquecido’ dentro da área, para desbloquear sem dificuldade o marcador. A perder, o FC Porto veio depois a acusar a falta de recursos ofensivos, com o surpreendente recurso a Cristian Rodríguez, com pouco ritmo, e Hulk, mais uma vez a passar ao lado de um jogo de maior importância.

O adiantamento de Moutinho e Guarín ainda possibilitou um ar da graça no início do segundo tempo, mas rapidamente o jogo voltou à modorra habitual da circulação de bola a mando de Xavi e Iniesta, sendo o Porto apenas mais um adversário que não encontrou antídoto para este futebol cínico. Um novo erro defensivo custou a expulsão de Rolando e, de seguida, o segundo golo, maravilhoso, a apadrinhar a estreia de Fàbregas, como se há anos jogasse ao lado de Messi.

ARGENTINO FEZ KO TÉCNICO

Valdés – Negou dois golos ao FC Porto. Um a Moutinho com grande estirada e outro a Guarín com excelentes reflexos.

Daniel Alves – Subiu com nexo algumas vezes, mas estragou com cruzamentos disparatados.

Mascherano – Um corte providencial de cabeça a tirar um golo a Rolando. Uma descoordenação perigosa com Valdés.

Abidal – Levou um nó monumental de Hulk e esteve displicente e inseguro. Resolveu um erro de Mascherano.

Adriano – Passou mal com Hulk na primeira parte. Uma assistência para Xavi. Substituído.

Keita – Perda de bola quase suicida. Pouco expedito nas saídas.

Xavi – O FC Porto barricou-o em zonas mais recuadas e disso se ressentiu o carrossel do Barça. Melhorou com o tempo.

Iniesta – Na esquerda, com pouca profundidade. Um bom passe para Villa. Falhou o 3-0.

Villa – Tentou as típicas deambulações da esquerda para o meio. Um remate denunciado. Jogo pouco conseguido.

Pedro – Um chapéu mal calculado. Perdeu no duelo com Fucile e acabou rendido.

Busquets – Eficaz como central, estabilizou um sector que esteve inconstante.

Alexis Sánchez – Assistiu Ininesta para jogada que daria 3-0. Levou vivacidade e habilidade.

Fàbregas – Entrada triunfal, com belo golo, depois de domínio de bola perfeito. 

Messi – Decisivo. Aproveitou a fífia de Guarín e, com classe, ladeou Helton para o primeiro golo do Barça. Assistiu Fàbregas com passe açucarado para o segundo golo dos catalães. Pelo meio, voltou a ter números de malabarismo.

SOUZA IMPÔS PRESENÇA

Helton – Defesas seguras a remates de Xavi e Villa. Impediu o 3-0 a Iniesta. Muito bem.

Sapunaru – Esteve regular nas tarefas defensivas e ainda tentou alguns adornos no apoio a Hulk. Mas isso era demais...

Rolando – Um corte precioso. Comandou bem o sector, mas na segunda parte foi levado na ‘enxurrada’ de Messi e foi expulso.

Otamendi – Adivinhou bem algumas artimanhas de Messi, mas acabou perdido pelas movimentações do Barça.

Fucile – Os alas do Barça não se ‘meteram’ muito com ele. Mérito do uruguaio, a quem se pedia mais apoio atacante.

Guarín – Um atraso suicida para Helton interceptado por Messi foi fatal para o Porto. Obrigou Valdés a grande defesa. Acabou bem expulso. Para esquecer.

João Moutinho – Um remate para estupenda defesa de Valdés e outro que passou perto. Mas teve pouca bola.

Hulk – Grande trabalho na direita, remate em arco que passou perto da baliza e um centro da direita que era meio golo. Desapareceu no segundo tempo.

Kléber – Esforçado, mas sem rasgo.

Cristian Rodríguez – Uma boa insistência para remate de Moutinho. Aguerrido e com atitude.

Varela – Passou ao lado do jogo.

Belluschi –Não teve tempo para nada

Fernando - Irrelevante. 

Souza – Um jogo muito conseguido, remetendo Xavi para terrenos recuados. Manietou o ‘tiki-taka’ do Barça, atravessando-se com sucesso nas tentativas de tabelinhas entre Iniesta, Xavi e Messi. Faltou chegar à frente.

FICHA DO JOGO

Supertaça Europeia – 26/08/2011

Estádio Louis II (Mónaco) – Assistência: 15 000

Golos: 1-0 Messi (39’), 2-0 Fàbregas (87’)

Figura do jogo: Messi (24 anos)

BARCELONA

Valdés, Dani Alves, Mascherano, Abidal, Adriano (Busquets 62’), Keita, Xavi, Iniesta, Pedro Rodríguez (Fàbregas 81’), David Villa (Alexis Sánchez 60'), Messi.

Suplentes não utilizados: Olazabal, A. Fontás, Jonathan e Acântara.

Treinador: Pep Guardiola

FC PORTO

Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Fucile, Souza (Fernando 77’), Guarín, João Moutinho, Cristian Rodríguez (Varela 68’), Hulk, Kléber (Belluschi 77’).

Suplentes não utilizados: Bracali, Maicon, Defour e Djalma

Treinador: Vítor Pereira

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

Disciplina: Amarelos:Cristian Rodríguez (30’), Iniesta (51’), Rolando (64’ e 85’). Vermelhos: Rolando (85’), Guarín (89’)

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