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Correio da Manhã

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Uma final da Liga Europa entre ingleses, 34 anos depois da tragédia que os baniu das provas europeias

Arsenal e Chelsea defrontam-se hoje no dia em que passam 34 anos do desastre de Heysel.
Iúri Martins e Daniela Vilar Santos 29 de Maio de 2019 às 12:51
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel
Tragédia de Heysel

Disputa-se esta quarta-feira a final da Liga Europa entre Arsenal e Chelsea. As duas equipas inglesas encontram-se na partida decisiva, que vale um lugar na Liga dos Campeões da próxima época, no dia em que se marcam os 34 anos da tragédia de Heysel.

O desastre de Heysel matou 39 adeptos e resultou na exclusão de todos os clubes ingleses das competições europeias durante cinco anos, exceto o Liverpool que foi banido por seis anos.

No dia 29 de maio de 1985, no Heysel Park, em Bruxelas, os confrontos entre hooligans ingleses do Liverpool e adeptos da Juventus, na final da Taça dos Campeões Europeus de 1985, fizeram 39 mortos, a maioria apoiantes da Juventus de Itália.

Da tragédia resultaram ainda cerca de seis centenas de feridos. Na tentativa de escaparem aos confrontos, dezenas de pessoas foram esmagadas e asfixiadas.

Foi o momento de viragem no futebol mundial que obrigou governos, federações e clubes a adotar medidas de segurança e uma organização mais rígida. Para os clubes ingleses foi o virar de página na luta contra o hooliganismo e os adeptos violentos.

O Governo do Reino Unido, que durante muitos anos se manteve à margem do crescimento desse fenómeno, acabou por aprovar várias medidas para acabar com a violência nos estádios e agravou as penas para os adeptos assinalados como perigosos.


Mais de 30 anos depois da exclusão das provas europeias, dois clubes ingleses defrontam-se numa final também ela marcada pela polémica.

A final da Liga Europa disputa-se hoje em Baku, no Azerbaijão, onde o conflito político entre dois países [Azerbaijão e Arménia] impede que Henrikh Mkhitaryan, jogador do Arsenal que nasceu na Arménia esteja em território azeri em segurança.

Apesar do cessar-fogo assinado em 1994, Arménia e Azerbaijão vivem num clima de "guerra fria" desde o conflito sangrento de Najorno-Karabakh. Uma disputa territorial entre 1988 a 1994, que foi reavivada em 2016, na proclamada "Guerra dos quatro dias". As tensões continuam entre os dois países e há relatos de vários soldados mortos nas zonas fronteiriças.

"Analisámos todas as opções de o 'Micki' poder fazer parte da equipa, mas, depois de falarmos com ele e a família, decidimos em conjunto que não viajaria connosco", escreveu o clube londrino no site oficial.

Vários adeptos do Arsenal já foram identificados pela polícia azeri por utilizarem a camisola do jogador arménio nas ruas de Baku.




O jogo entre Arsenal e Chelsea começa às 20h00 no Estádio Olímpico de Baku.

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