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Correio da Manhã

Desporto
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UMA LIÇÃO DE EFICÁCIA

O Benfica conseguiu ontem a vitória mais fácil da época, aproveitando a fragilidade e as benesses da Académica para regressar aos triunfos depois da desastrosa actuação na derrota com o FC Porto. A vantagem sobre o Sporting na luta pela Liga dos Campeões fica provisoriamente dilatada para cinco pontos sendo que os ‘leões’ recebem hoje o Boavista.
16 de Março de 2003 às 00:00
Praticamente nas primeiras duas vezes que chegaram à baliza de Hilário, os ‘encarnados’ marcaram dois golos, contando com a preciosa ‘colaboração’ da defensiva dos ‘estudantes’, em especial de Vítor Vieira. Estavam decorridos apenas 16 minutos e a partida ficava resolvida com os golos de Armando e Simão.

A terminar a primeira parte, Miguel fazia o terceiro golo, colocando ponto final no encontro. A defesa dos ‘estudantes’ pura e simplesmente não funcionou na primeira parte, muito por culpa da aposta de Artur Jorge em três centrais contra apenas um ponta-de-lança (Nuno Gomes). Com isso beneficiaram os extremos e laterais do Benfica, que dispunham de muito espaço para penetrar. Depois, parece evidente que Vítor Vieira não é propriamente o jogador indicado para funcionar como falso lateral direito, para mais quando pela frente está um veloz Simão Sabrosa. As lesões de alguns jogadores podem ajudar a explicar as limitações da ‘briosa’, mas ainda assim exigia-se mais.

O primeiro golo surgiu quando o jogo ainda não tinha dono. Simão desmarcou Armando, que ultrapassou Vítor Vieira, e sem que nenhum central surgisse a fazer a ‘dobra’ meteu a bola por entre as pernas de Hilário. Camacho tinha pedido para Armando adaptar-se à esquerda e este passou no exame. Reagiu a Académica com um remate de Carlos Martins bem defendido por Moreira, mas logo a seguir Simão aproveitou a passividade academista para apontar o segundo. A partir daí o Benfica só teve de gerir o jogo, quase sempre em registo de contra-ataque. No terceiro golo, a Académica foi apanhada em contra-pé, com Miguel a isolar-se e a bater Hilário após passe de Geovanni.

Na segunda parte, a Académica teve o controlo da bola, atacou muito e conseguiu mesmo reduzir a desvantagem para dois golos, chegando a intranquilizar um pouco a equipa ‘encarnada’. O golo foi apontado por Dário, aos 54’, aproveitando um erro de Moreira na reposição de bola. Mas o Benfica também criou diversas situações de golo, sempre em contra-ataque, mas ao contrário do que sucedeu na primeira parte, pecou na finalização.

Simão (65’) surgiu isolado, mas Hilário defendeu e Zahovic (69’) viu um golo ser-lhe bem anulado. E pode ainda queixar-se o Benfica de duas grandes penalidades que ficaram por marcar sobre Nuno Gomes (71’) e Sokota (87). Mesmo a acabar, João Manuel Pinto selou a goleada.
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