Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
2

VALE E AZEVEDO: O QUE ESCREVI NÃO É FICÇÃO

“Tudo o que escrevi não é ficção. Infelizmente, é Portugal no seu melhor: cartéis e interesses instalados a eliminarem quem os ameaça; ódio, inveja e vingança, lado-a-lado com aquilo que, lamentavelmente, é tradição: cobardia, irresponsabilidade e a demissão dos fracos, sobre quem a nossa história nunca reza, mas que influenciam de sobremaneira o seu curso".
5 de Dezembro de 2002 às 00:01
Foi este o comunicado, ontem, lido pela mulher de Vale e Azevedo durante a cerimónia de apresentação do livro do ex-presidente do Benfica, que se encontra a cumprir pena no âmbito do caso Ovchinnikov, julgado no Tribunal da Boa Hora e cujo recurso interposto pela defesa foi rejeitado pela Relação de Lisboa.

O livro, apresentado numa cerimónia que durou um pouco mais que uma hora, com a presença de cerca de 300 pessoas, entre as quais de vários membros da antiga direcção (José Capristano, Adriano Afonso, entre outros) presidida por Vale e Azevedo, "descreve as várias armadilhas" com que o advogado alega ter-se deparado desde o momento em que ponderou a candidatura à presidência do Benfica.

Entretanto, está marcada para dia 15 de Dezembro, na Praça José Fontana (junto ao Liceu Camões), pelas 15 horas, uma concentração cívica e de solidariedade com João Vale e Azevedo.

Segundo alguns dos ‘activistas’ desta causa “continua por provar” que o ex-dirigente ‘encarnado’ se tenha apropriado do” que quer que seja”. Aliás, para o grupo de cidadãos benfiquistas solidários com Vale e Azevedo é ele próprio “que é credor do Benfica”.
Ver comentários