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VALENTIM E MADAÍL VETAM RUI SANTOS

Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Valentim Loureiro, líder da Liga de Clubes, procuraram vetar a presença de Rui Santos, colunista do Correio da Manhã, no programa ‘Prós e Contras’ da RTP, emitido na noite de segunda-feira.
22 de Janeiro de 2003 às 00:00
O CM apurou que os dois dirigentes tentaram, junto dos responsáveis do canal estatal, condicionar a presença do jornalista no debate sobre o actual estado do futebol português, depois do ministro adjunto do primeiro-ministro, José Luís Arnaut, ter sublinhado a necessidade da criação de um código de ética, após os incidentes verificados em Felgueiras e Alvalade. Durante a tarde de segunda-feira foram feitos vários contactos entre as partes na tentativa de desbloquear a situação, mas o entendimento nunca chegou.

A RTP, que anunciara previamente a presença de Valentim e Madaíl no programa apresentado por Fátima Campos Ferreira, não abdicou da presença de Rui Santos, pelo que ficou inviabilizada a participação de dois dos maiores responsáveis pelo futebol em Portugal. O painel final acabou por ser composto por volta das 19h30, com convites feitos à última hora.

Gilberto Madaíl disse ao CM que a sua ausência ficou a dever-se a “um compromisso previamente assumido em estar na tomada de posse de Fernando Pombo como presidente do E. Amadora e a alterações de última hora no primeiro painel que lhe foi comunicado”. Valentim Loureiro também alegou razões profissionais: “Não estive presente porque tinha uma reunião da direcção da Liga, no Porto, que durou até às 20h30. Por isso, era impossível estar em Lisboa a tempo”. Refira-se que o programa teve início cerca das 22h45.

Confrontado com esta questão, Rui Santos limitou-se a dizer que quando foi convidado “faziam parte do painel os nomes de Gilberto Madaíl, Valentim Loureiro e Pôncio Monteiro”. “Mas não quero acreditar que as ausências se tenham ficado a dever à minha presença em estúdio”, concluiu.

A quebra de relações entre Rui Santos e Gilberto Madaíl remonta a 2001. Na altura, um artigo de opinião de Rui Santos no jornal ‘A Bola’, sobre a actuação da FPF, levou a direcção do organismo a suspender as relações com o jornal. Posteriormente, a FPF publicou um texto no seu ‘site’, que Rui Santos considerou “pouco rigoroso”. O jornalista procurou utilizar o direito de resposta na página da FPF, mas o texto nunca foi publicado.
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