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Correio da Manhã

Desporto
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Varela salva Portugal

Seleção esteve a perder até aos 90+4', mas Varela fez o golo que deu o empate (2-2).
23 de Junho de 2014 às 00:59
Depois do Mundial 2002, na Coreia do Sul e Japão, os EUA voltaram a dificultar as contas de Portugal
Depois do Mundial 2002, na Coreia do Sul e Japão, os EUA voltaram a dificultar as contas de Portugal FOTO: Reuters

Portugal empatou esta segunda-feira com os EUA a duas bolas (2-2), no Arena da Amazónia, em Manaus, em jogo a contar para o Grupo G do Mundial. Nani (5') e Varela (90+4') marcaram os golos portugueses. Jermaine Jones (64') e Dempsey (81') fizeram os tentos norte-americanos.

A formação de Paulo Bento entrou melhor no jogo, determinada a redimir-se da derrota (0-4) com a Alemanha, e não demorou muito a chegar à vantagem no marcador. Logo aos 5 minutos, Miguel Veloso cruza para a área, Cameron falha o corte no interior da área norte-americana e a bola sobra para Nani que, na cara de Howard, não desperdiça e faz o 1-0.

Após o golo, surgiu a reação dos EUA. Com uma pressão a todo o terreno, a equipa de Jürgen Klinsmann criou problemas a Portugal, que mostrou dificuldade em fazer circular a bola e em chegar à baliza adversária. Até perto da meia-hora de jogo, as melhores oportunidades pertenceram mesmo aos norte-americanos. Dempsey, aos 13' e aos 17', e Johnson, aos 32', puseram à prova a atenção de Beto, mas o guardião português afastou sempre o perigo.

Mas a melhor oportunidade dos primeiros 45 minutos até coube a Portugal, com um remate de Nani ao poste e recarga de Éder para uma defesa por instinto de Tim Howard. Portugal ficou a centímetros do 2-0.

O primeiro tempo ficou marcado pela lesão - mais uma na seleção nacional - de Hélder Postiga, que deu lugar à entrada de Éder. Mas não foi a única alteração forçada. Na segunda metade, Paulo Bento lançou William Carvalho para o campo, devido a problemas físicos de André Almeida. Mudança que levou Miguel Veloso a ocupar a posição de defesa-esquerdo.

Os segundos 45 minutos foram de maior equilíbrio entre as duas equipas e com oportunidades de golo para ambas as partes. Éder e Nani foram os jogadores portugueses mais inconformados com o resultado. Do lado norte-americano, e a explorar o lado esquerdo de Portugal - Miguel Veloso mostrou falta de rotinas na posição de defesa -, Johnson e Bedoya foram os jogadores que mais perigo criaram a Portugal.

Numa altura de algum ascendente português, o empate dos EUA surgiu de um momento de inspiração de Jermaine Jones. Aos 64', o médio norte-americano fez o 1-1 com um remate colocado de fora da área, sem hipóteses para Beto. Na resposta (66'), Raul Meireles esteve perto de voltar a colocar a seleção nacional na frente do marcador mas o guardião Howard esteve seguro.

Ao contrário da primeira parte, a entrada de William Carvalho na equipa lusitana deu maior estabilidade e segurança ao meio-campo. Mas o lado esquerdo da defesa continuou a ser um problema. E foi daí que surgiu o lance que deu o 2-1 para a formação de Jürgen Klinsmann. Aos 81' e num lance iniciado por Johnson, que apareceu isolado nas costas de Miguel Veloso, após um cruzamento de Zusi, Dempsey apareceu sem marcação à frente de Beto e encostou para a vantagem dos EUA.

Quando a eliminação de Portugal parecia certa, Varela - saltou do banco -, aos 90+4', assistido por Cristiano Ronaldo que cruzou da direita, à boca da baliza não falhou e fez o golo da igualdade (2-2) para a Seleção.

Com este resultado o apuramento para os oitavos de final ainda é possível, mas complicado. Portugal precisa de golear o Gana, no terceiro jogo, e esperar que o Alemanha-EUA não acabe empatado.

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