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Correio da Manhã

Desporto
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Meninos de Lage dão banho de bola ao Sporting e conquistam Supertaça

Mesmo com defesa-direito canhoto, Benfica esmaga rivais em exibição que Pizzi e o guarda-redes Odysseas encheram de luxo.
Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 5 de Agosto de 2019 às 01:30
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Benfica conquista a oitava Supertaça
Primeiro, Odysseas impede o Sporting de marcar vários golos possíveis. Depois, Pizzi abre o livro e leva toda a equipa para o brilho de uma goleada. O pulmão do Sporting durou apenas 40’. Os próximos tempos adivinham-se difíceis em Alvalade.

O Benfica parece surpreendido pelo esquema de três centrais montado por Keizer. Acuña faz todo o corredor esquerdo, onde cai também Bruno Fernandes, que aproveita a borla dada por Bruno Lage com a colocação de Nuno Tavares, um jovem esquerdino, como defesa-direito.

Só o excelente Odysseas impede golos aos leões. Aos 3’, num mau toque de Ferro, com a bola forte a ir para a baliza; aos 28’, num grande remate de Bruno Fernandes; e, aos 38’, numa entrada de Bruno Fernandes no vazio da esquerda do Benfica, com Odysseas a sair e a ganhar o duelo ao capitão do Sporting.

A partir dos 20’, o Benfica acerta marcações no meio-campo e começa a lançar ataques rápidos. Mas o domínio é sempre do Sporting. É a pura ironia do futebol que leva o Benfica ao golo e faz cair a primeira nódoa na exibição do defesa-direito do Sporting, Thierry Correia. Pizzi decide, mais uma vez, não passar a bola a Nuno Tavares, que está aberto na direita. Opta por um cruzamento para o segundo poste. A bola desce mesmo a jeito do pé esquerdo de Rafa que, com um toque seguro, bate Renan. Neste lance, Rafa aparece nas costas de Thierry, que está a fechar em De Tomas. A marcação ao avançado caberia a Neto, que estava demasiado no centro da área. O intervalo chega com um sentimento de injustiça para os sportinguistas.

Mas o segundo tempo traz toda a razão aos minutos finais do primeiro. O Sporting afinal está mesmo afundado. Sem força física ou mental para contrariar o vendaval benfiquista. O 2-0 surge aos 60’, num desentendimento entre Coates e Mathieu, com este a perder para Rafa, que serve Pizzi para o 2-0. Pouco depois, Grimaldo sobe para 3-0, num livre magistral. O 4-0 surge pelo melhor em campo: aos 75’, Pizzi faz tudo fácil na esquerda e marca um belo golo. Chiquinho, acabado de entrar, sela a goleada, aos 90’.

O Sporting está a pagar o preço de construir uma equipa em torno de um jogador que, muito provavelmente, irá sair nos próximos dias.

Segundo título para Lage e 8.ª supertaça para a Luz
Ao vencer o jogo de ontem, Bruno Lage conquistou o segundo título enquanto treinador do Benfica (depois do campeonato na época passada).

Esta foi a oitava Supertaça do historial das águias, igualando o Sporting no número de conquistas na competição.

O dominador da prova é o FC Porto, com 21 troféus conquistados. De resto, também o Boavista já venceu a competição (por três vezes) e o Vitória de Guimarães tem um triunfo.

ANÁLISE
Pizzi em grande
A noite é de Pizzi, Odysseas e todos os outros. Também Rafa e o reforço espanhol De Tomas brilham quando o jogo se inclina para o lado dos encarnados. O guardião dá um forte sinal de que é ele o dono da baliza do Benfica. Mas a competição interna nunca fez mal a ninguém.

Isto é uma equipa?
O Sporting não está forte para resistir ao infortúnio do jogo. Começa bem, afirmativo, mas afunda-se na falta de dobras no meio-campo e na incapacidade de responder à velocidade com bola dos alas do Benfica. Uma derrota muito pesada que vai deixar marcas.

Tantos amarelos
Nuno Almeida começa bem. A deixar jogar, sem dramas, o futebol a fluir. Mas depois liga o complicador e desata a distribuir amarelos à antiga portuguesa. Mostrou 11 amarelos e um vermelho. Números que ilustram uma batalha campal que só o árbitro vê.
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