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Correio da Manhã

Desporto
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Vieira reserva lugar

O Benfica já enviou para o Estádio do Dragão o bilhete que permitirá a Pinto da Costa entrar no Estádio da Luz e sentar-se na tribuna presidencial. Mas o presidente do FC Porto não ficará ao lado do seu homólogo benfiquista, uma vez que o lugar destinado a Pinto da Costa está situado na última fila do camarote presidencial. Luís Filipe Vieira ficará, como é habitual, na primeira fila.
26 de Março de 2007 às 00:00
“Os dois clubes estão de relações cortadas. E como não existe nesta altura qualquer relacionamento institucional, não faria sentido que o presidente do FC Porto se sentasse ao lado do presidente do Benfica”, revelou ao Correio da Manhã fonte do clube da Luz.
Os encarnados enviaram para o FC Porto cinco bilhetes que permitem o acesso à tribuna presidencial e outros 20 situados em camarotes da Luz. “Como é habitual em todos os jogos, cumprimos os regulamentos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e enviámos para a equipa adversária os ingressos a que estamos obrigados”, referiu a mesma fonte, sublinhando: “Não nos interessa onde é que o presidente do FC Porto irá ficar sentado, se na tribuna ou no banco de suplentes. Nós cumprimos a nossa parte.”
TRIBUNA OU BANCO?
O presidente do FC Porto pode, contudo, optar por sentar-se no banco de suplentes e não na tribuna presidencial. Para o poder fazer, Pinto da Costa teria de ser inscrito como delegado ao jogo, algo que acontecia com bastante frequência num passado já algo distante, uma vez que nos últimos anos, o líder dos dragões passou a ver os jogos da sua equipa da bancada.
No clássico entre Benfica e FC Porto da época passada, disputado no dia 26 de Fevereiro de 2006 na Luz (1-0 com golo de Laurent Robert), Pinto da Costa quis assistir ao jogo no banco de suplentes, mas foi impedido de o fazer. O nome do presidente portista não constava no boletim de jogo – para além da equipa técnica só constava Reinaldo Teles como delegado, Nélson Puga (médico) e José Mário (massagista) – e José Veiga avisou os delegados da Liga. Quando Pinto da Costa tentou entrar para o relvado foi travado por um segurança. E teve de ver o jogo da tribuna presidencial... longe de Vieira.
APONTAMENTOS
SOBRAM 600
O Benfica já só tem disponíveis cerca de 600 bilhetes para o clássico e os que restam são ingressos dos mais caros que custam entre 60 e 75 euros. No dia de ontem foram comercializadas apenas algumas centenas de bilhetes.
REGRESSO
O plantel do Benfica gozou folga no fim--de-semana e regressa hoje ao trabalho. O primeiro treino para preparar o clássico está marcado para as 11 horas na Caixa Futebol Campus, no Seixal.
NÉLSON
Nélson tem vindo a ser observado pelo Newcastle que poderá tentar a aquisição do lateral do Benfica no final da temporada. De acordo com a imprensa inglesa, o central Luisão também tem impressionado os olheiros dos ‘magpies’, que estão há várias semanas em Portugal para observar jogadores.
"VOZ DE BURRO NÃO CHEGA AO CÉU NEM AO SUL"
“Lá diz o ditado: voz de burro não chega ao céu... nem ao Sul”. A frase é de Luís Filipe, 50 anos, residente em Alfama e vem na sequência dos comentários de Pinto da Costa, presidente do FC Porto, na inauguração da filial 99 do clube, em Mirandela.
O líder portista, num elogio a Jesualdo Ferreira, condecorado com a Medalha de Ouro daquela cidade, afirmou: “O professor Jesualdo Ferreira é de uma terra que mostra ter carácter. E a partir de agora, já ninguém mais vai pensar que ele nasceu na Mouraria ou em Alfama.”
Para Fernando Marques, 44 anos, e que dirige o restaurante Tolan, na rua dos Remédios, Pinto da Costa não deve é conhecer o bairro alfacinha. “Ele que venha cá que eu ofereço o almoço. Ele assim pode ver o que é o nosso carácter”, disse ao ‘CM’ o comerciante, apoiado pela sua mulher, Glória: “Eu faço-lhe um arroz de marisco ou um bife à casa.”
CLÁSSICOS DO PASSADO: 5 GOLEADAS HISTÓRICAS
Uns a rir, outros a chorar. A maior tareia de sempre do Benfica ao Porto (12-2) até aconteceu no Campo Grande, mas foi na velha Luz que a história do clássico se consolidou. Se o grande Benfica de 60 goleava com facilidade... que dizer de Jimmy Hagan em 1972: conseguiu a proeza de esmagar os nortenhos por 6-0 sem um único golo de Eusébio.
António Oliveira ‘respondeu’ em 1996 com Jardel no banco e um histórico 5-0 no ‘pirilau’ de Autuori; dois anos depois, já com o ‘tetra’ na mão, o mesmo Oliveira encaixou última goleada (0-3) portista na Luz...
MEIA-DÚZIA NO MOTA!!!
Benfica-FC Porto (12-2), 7 de Fevereiro de 1943; 1.ª Liga, 5.ª jornada.
A maior goleada de sempre aconteceu no Campo Grande e a vítima maior foi o terceiro guarda-redes do Porto, o jovem Luís Mota, chamado à titularidade por lesão do titular Bela Andrasik e do n.º 2, Valongo. A inexperiência e os nervos de Mota valeram aos portistas uma tarde de pesadelo. O Benfica, mesmo sem o famoso Rogério ‘Pipi’, fez doze golos (4-0 ao intervalo). A figura foi Júlio, que marcou três golos em seis minutos (55, 60, 61) e ainda foi ao ‘poker’ (75). Pobre Mota!!!
O MONSTRO EUROPEU
Benfica-FC Porto (4-0), 13 de Dezembro de 1964; Campeonato, 9.ª jornada.
Nos três jogos anteriores com o Porto, o grande Benfica europeu de Coluna & Eusébio ganhara dois de goleada: 6-2 na final da Taça de 1964 (Jamor) e 4-1 (Luz) de novo para a Taça (16 avos, 1965). Otto Glória treinava o Porto, Elek Schwarz substituira Lajos Czeizler na Luz e Américo a ‘vítima’. O ‘keeper’ portista foi novamente goleado por 4-0, apesar de ter feito uma boa exibição. Eusébio bisou, José Augusto também. Dos 25 golos que o king marcou ao Porto, 17 foram sofridos por Américo.
E EUSÉBIO FICOU A ZERO!!!
Benfica-FC Porto (6-0), 30 de Abril de 1972; Taça de Portugal, meia-final.
Luz à cunha. O inglês Jimmy Hagan liderava o Benfica, que tinha um poder de fogo formidável no quarteto Vitor Baptista-Artur Jorge-Nené-Eusébio. O Porto de António Feliciano respondia com Pavão-Flávio-Abel-Lemos e não teve a mínima hipótese. Vítor Baptista fez o primeiro aos 23’, mas a cavalgada encarnada só ganhou expressão na 2.ª parte, com mais cinco golos (!) marcados por Artur Jorge (46’), Néné (49’, 57’), Valdemar (autogolo, 70’) e de novo Vitor Baptista (72’). Eusébio alinhou os 90’ e atirou uma bola ao poste. Só...
HUMILHADOS EM CASA
Benfica-FC Porto (0-5), 10 de Setembro de 1996; Supertaça, 2.ª mão.
Paulo Autuori tentava implementar a táctica do ‘pirilau’ e o Porto de Oliveira vendia talento e saúde: um mês antes, nas Antas, tinha ganho a 1.ª mão da Supertaça por 1-0. Jardel, acabado de chegar, começou no banco e viu Artur bater Preud’Homme em contra-ataque logo aos 3’. A Luz gelou mas o pior estava para vir. Na 2.ª parte, o Porto fez mais 3 golos em dez minutos (Edmilson 42’; Jorge Costa, 46’; e Wetl, 56’) e completou o baile com mão-cheia aos 84’, obra de Drulovic.
SOUNESS, A ÚLTIMA TAREIA
Benfica-FC Porto (3-0); 2 de Maio de 1998; Campeonato, 32.ª jornada.
Foi há quase nove anos, a última goleada benfiquista... o Porto de António Oliveira era virtualmente tetracampeão e o Benfica de Graeme Souness competia com o Sporting por um lugar na Champions. O Benfica entrou cheio de brio e resolveu cedo o jogo, com um golão de Brian Deane (16’) e outro de Poborsky (24’). O marroquino Tahar fez o terceiro a quatro minutos do fim, já o jogo tinha azedado - muitas picardias.
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