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Correio da Manhã

Desporto
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Vitória para De Villiers

A etapa de ontem, entre Kiffa e Bamako, na distância de 819 km, 586 dos quais correspondentes à ‘especial’ cronometrada, contou com a participação apenas dos automóveis e dos camiões, já que os pilotos das motos viajaram de avião directamente para o final do percurso, depois da organização ter atendido ao pedido de todos eles em anular a tirada para as ‘duas rodas’. Mas antes da prova ser retomada foi guardado um minuto de silêncio em memória do malogrado piloto italiano Fabrizio Meoni, duas vezes vencedor do ‘Dacar’.
13 de Janeiro de 2005 às 00:00
Ontem, o sul-africano Giniel de Villiers (Nissan Pick Up) obteve a sua primeira vitória no ‘Dacar’, terminando a etapa com uma vantagem de mais de três minutos sobre o francês Stèphane Peterhansel (Mitsubishi Pajero Evo), que não só consolidou a liderança da prova como ampliou ainda mais a diferença que o separa do segundo classificado, o seu companheiro de equipa Luc Alphand, terceiro à chegada a Bamako.
No entanto, não parece haver muitas dúvidas quanto à mudança de estratégia adoptada pelos dois Mitsubishi que seguem à cabeça da classificação, com uma vantagem mais do que confortável para arriscarem o que quer que seja, deixando aos outros a iniciativa de atacar e correr os riscos que isso implica.
Quanto a Carlos Sousa (Nissan Pick Up), teve uma jornada sem sobressaltos e a quinta posição obtida nesta etapa, logo atrás de Bruno Saby (Volkswagen Touareg), permitiu-lhe conservar a sétima posição da geral, mas está agora mais perto do sexto lugar, que é ocupado por Nanni Roma (Mitsubishi Pajero Evo), a quem ganhou cerca de 25 minutos.
No entanto, a ‘especial’ de ontem não ficou isenta de alguns casos insólitos, como o acidente que sofreu o francês Guerlain Chicherit ao chocar com a dupla da Letónia Maris Saukans/Didzis, que percorria a ‘especial’ em sentido contrário. Felizmente não houve feridos e ambos puderam continuar em prova, tendo a dupla francesa chegado em 34.º.
Outro dos incidentes a salientar foi o de Josep Maria Servia, que a 75 km da chegada da etapa chocou com o seu buggy Schlesser-Ford contra uma árvore, mas com a ajuda de um concorrente, que o empurrou, pôde retomar a prova e terminar a etapa na 11.ª posição.
Nos camiões, a vitória pertenceu à equipa Gérard de Rooy/Tom Colsoul/Arno Slaats (DAF).
Hoje corre-se a 13.ª etapa desta edição do Barcelona-Dacar, entre Bamako e Kayes, na distância de 668 km. A tirada começa com uma ligação de 205 km, seguindo-se a ‘especial’ com o total de 370 km e que termina em Sadiola, uma pequena cidade do Mali conhecida pela sua mina de ouro a céu aberto. E para finalizar, haverá uma segunda ligação, de apenas 93 km.
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