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Correio da Manhã

Desporto

“Vou-te matar meu filho da...”

"Vou-te matar, meu filho da p..." Foi com estas palavras que, segundo o relatório do árbitro Clos Gómez, Miguel ameaçou o auxiliar Gallego Galindo, após ter sido expulso no último minuto do Valência-Racing (1-1), a contar para os oitavos-de-final da Taça do Rei.
9 de Janeiro de 2009 às 00:30
O treinador do Valência, Unay Emery, evita que Miguel entre em campo depois de ter sido expulso
O treinador do Valência, Unay Emery, evita que Miguel entre em campo depois de ter sido expulso FOTO: Felix Ordonez/Reuters

A atitude do lateral português, de 29 anos, obrigou mesmo à entrada do técnico Unay Emery no relvado para acalmar o jogador, que fora expulso no espaço de dois minutos. A alegada ameaça de Miguel deverá acarretar uma punição severa para o lateral.

Contudo, o internacional português já pediu "perdão" a Clos Gómez e a Gallego Galindo pelas palavras proferidas no calor do jogo. "Estou muito arrependido por ter perdido a cabeça depois da expulsão. Fiquei indignado porque me senti impotente por uma falta e uma expulsão que, para mim, foram injustas, mas nada justifica a minha reacção", disse Miguel ao site do Valência, refutando, todavia, as ameaças citadas no relatório: "Quero deixar claro que jamais ameacei o árbitro de morte."

"Também quero pedir desculpa aos meus companheiros. Sou um jogador correcto. Não sei o que me aconteceu, mas estou aqui para assumir todas as consequências", acrescentou.

O treinador Unay Emery saiu em defesa do jogador, apelando à compreensão das autoridades. "Foi uma jogada difícil [lance do segundo cartão] na qual Miguel entendeu que tinha tocado a bola. Reagiu assim porque estava de cabeça quente, mas creio que não deve haver uma sanção pesada", concluiu.

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