Treinador francês tinha renovado por duas temporadas no ano passado.
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O treinador Arsène Wenger, anunciou esta sexta-feira que vai sair do Arsenal no final da temporada. O veterano francês, que está no clube londrino desde 1996, tinha renovado contrato por duas temporadas no ano passado, pelo que a decisão apanhou de surpresa adeptos e jornalistas.
"Depois de cuidadosa consideração e conversas com o clube, sinto que no final da temporada é a altura certa para deixar o cargo."
Os gunners ocupam o 6.º lugar da Premier League com 54 pontos, e estão fora da corrida aos quatro primeiros que asseguram a presença na Liga dos Campeões de 2018/19.
"Estou grato por ter tido o privilégio de servir o clube durante tantos anos memoráveis"
"Estou grato por ter tido o privilégio de servir o clube durante tantos anos memoráveis. Dirigi o clube de forma totalmente comprometida e íntegra", afirmou Wenger, de 68 anos, no site oficial do Arsenal.
Depois de 22 anos no comando técnico dos 'gunners', Wenger sagrou-se campeão inglês três vezes, em 1998, 2002 e 2004, mas há 14 anos que não conquista o título, anunciando a saída numa altura em que o Arsenal é o sexto classificado na Liga.
Além de estar longe da liderança do campeonato, o Arsenal foi eliminado logo na estreia na Taça de Inglaterra -- na qual defendia o troféu -, frente ao Nottingham Forest, do segundo escalão, tendo perdido por 3-0 com o Manchester City na final da Taça da Liga, o único troféu em Inglaterra que nunca venceu.
O clube começou a época da melhor forma, com o triunfo na Supertaça inglesa sobre o campeão Chelsea e prepara-se para disputar com o Atlético de Madrid as meias-finais da Liga Europa, cuja conquista proporcionará a qualificação direta para a Liga dos Campeões.
"Peço aos adeptos que continuem a apoiar a equipa, para que possamos terminar a temporada em grande. A todos os admiradores do Arsenal, peço-lhes que preservem os valores do clube. Terão sempre o meu amor e apoio", concluiu Wenger.
O empresário norte-americano Stan Kroenke, acionista maioritário do Arsenal, saudou "a classe inegável" de Wenger, que "jamais será igualada" e que tornou o dia de hoje "um dos mais difíceis em todos os anos" em que esteve envolvido no clube.
Mourinho espera que a saída de Wenger do Arsenal não seja o fim da sua carreira
O treinador português do Manchester United, José Mourinho, disse hoje que sempre respeitou Arsène Wenger enquanto profissional e que espera que a sua saída do Arsenal não seja o fim da sua carreira futebolística.
A rivalidade entre os dois técnicos começou nos tempos de Mourinho no Chelsea e era bem conhecida no futebol inglês, mas o treinador português desvaloriza os acontecimentos passados e afirma sempre ter respeitado Wenger enquanto colega de profissão.
"Não me arrependo de nada. Só quem está deste lado é que percebe. Por vezes, através das nossas palavras, pode parecer que não nos respeitamos, mas de facto temos muito respeito uns pelos outros, nomeadamente por aqueles com quem temos mais 'atritos'. No fundo somos todos profissionais da mesma área e respeitamos as carreiras uns dos outros", disse o treinador do Manchester United.
Mourinho chegou a referir-se ao francês como "especialista no fracasso", mas hoje reconhece o seu valor enquanto treinador e deseja que a sua saída do Arsenal não seja o fim da sua passagem pelo futebol.
"Três títulos da 'Premier League', sete taças de Inglaterra, mais aquilo que ele trouxe para o futebol francês e tudo aquilo que ele deu ao Arsenal enquanto treinador, são factos incontestáveis. Se ele está contente com a sua decisão, eu estou contente por ele, mas espero que não se retire para já do futebol", concluiu.
Futebol inglês agradece contributo de Wenger na despedida do Arsenal
O futebol inglês manifestou hoje reconhecimento pelo contributo dado pelo treinador francês Arsène Wenger, que anunciou a saída do Arsenal no fim desta época, após 22 anos no comando técnico do clube londrino.
"Arsène Wenger tem todo o meu respeito. A Liga inglesa é o que é graças a ele e ao seu trabalho. O futebol precisa de pessoas com este valor", observou o treinador espanhol Pep Guardiola, que acabou de se sagrar campeão inglês no comando do Manchester City.
Para o antigo futebolista francês Thierry Henry, que integrou a equipa do Arsenal campeã em 2002 e 2004 sob o comando de Wenger (falhou apenas o primeiro dos três títulos conquistados pelo compatriota, em 1998), "o seu legado é intocável".
"Fico feliz por lhe estar a ser proporcionada a saída que merece, porque recentemente as coisas não têm sido nada fáceis, tanto para ele, como para o clube", assinalou Henry, lembrando que o Arsenal não se sagra campeão inglês há 14 anos.
O alemão Jurgen Klopp, treinador do Liverpool, considerou que Wenger foi "um modelo como treinador", revelando que sempre admirou o trabalho do francês e advertindo que o campeonato inglês "será diferente" após a sua saída.
Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista e adepto do Arsenal, agradeceu a Wenger "o futebol bonito" praticando pela equipa londrina e as "memórias maravilhosas", defendendo que o técnico gaulês "revolucionou o futebol inglês".
"Deu grande parte da sua vida ao Arsenal e trouxe muito sucesso ao clube. Também ofereceu muito ao futebol no nosso país. Obrigado e boa sorte Monsieur Wenger", escreveu o antigo futebolista internacional inglês Gary Lineker.
O alemão Per Mertesacker, defesa dos 'gunners', não escondeu "o sentimento de tristeza" pelo anúncio da saída de Wenger, que, além dos três títulos de campeão, conquistou também sete Taças de Inglaterra e sete Supertaças inglesas.
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