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Correio da Manhã

Desporto
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Xeque à Mitsubishi

Num jogo de xadrez, um xeque começa por ser o primeiro passo para uma vitória. No Dacar, a situação não é muito diferente e, à chegada a Smara, a concorrência fez o xeque à super-favorita Mitsubishi.
5 de Janeiro de 2005 às 00:00
É certo que a armada nipónica, liderada por Dominique Serieys, pode argumentar que “o primeiro milho é dos pardais”, como diz o velho adágio, argumentando que se defendeu da praga de furos que a equipa sofreu no Rali de Marrocos de 2004, pedindo aos seus pilotos para “não arriscarem”, mas às portas da Mauritânia, onde todos acham que “a prova se vai decidir”, um novo sucesso começa a ficar cada vez mais longe. Peterhansel poderá ter dificuldades em poder repetir o êxito de 2004, devido ao atraso provocado por vários furos; Masuoka está em dificuldades devido ao atraso ditado por problemas de transmissão e a salvação da equipa poderá ser Alphand – o novo recruta da equipa –, que é o melhor posicionado, mas a 6m.01s do líder.
Perdida a “batalha de Marrocos” e em inferioridade, resta saber como a Mitsubishi poderá resistir na Mauritânia, um país que literalmente volta a abrir as suas portas ao Dacar numa zona conhecida como o muro onde, no meio de barricadas erigidas pela guerra, a prova entra num país que continua de costas voltadas com Marrocos, o que faz com que a ligação seja acompanhada pelas tropas dos dois lados que vigiam uma pista difícil e desgastante que vai marcar a ligação até Zouerat onde 492 quilómetros de especial podem apontar um potencial vencedor do rali.
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