Dragão cumpre mínimos na Feira
Exibição fraca da equipa de Lopetegui.
O FC Porto está nos quartos de final da Taça de Portugal após bater o Feirense (II Liga) em Santa Maria da Feira por 1-0. Salvou-se o resultado, porque da exibição (que chegou a motivar assobios) não ficam boas recordações.
Lopetegui deu oportunidade a vários jogadores menos utilizados, mas nenhum a aproveitou convenientemente, exceção feita a Bueno, mas com pormenores muito esporádicos.
O FC Porto, estranhamente, não fez muito por ganhar. Teve um domínio avassalador na posse de bola, mas até mesmo o golo que marcou saiu de um erro flagrante de Barge, que falhou na marcação a Aboubakar. O camaronês não teve de tirar os pés do chão, após canto de Sérgio Oliveira, e marcou aos 10 minutos.
Parecia feito o mais fácil, mas foi pura ilusão. O golo não catapultou o FC Porto para uma exibição tranquila e muito menos inspirada. Pelo contrário. Aqui entra claramente a organização e personalidade do Feirense, capaz de obrigar o FC Porto a jogar mal, além de mostrar bons argumentos técnicos pelos pés de Platiny, mas também Fabinho, Erivaldo (desaproveitou boa oportunidade, após erro infantil do central Martins Indi) e Chris.
O que sobrava ao Feirense faltava ao FC Porto, que esteve mais de 50 minutos num deserto de ideias, com uma catadupa de maus passes, o que levou a assobios dos adeptos portistas.
O técnico dos dragões transmitia sinais de insatisfação com trocas: primeiro Corona por Tello, mais tarde Rúben Neves por Sérgio Oliveira. O dragão melhorou, com Aboubakar e depois Bueno perto do 2-0. Aí valeu Makaridze, mas a equipa portista ainda teve de sofrer, com Kukula perto do empate. Valeu aí grande defesa de Helton. E o jogo caminhou para o final, com Lopetegui ainda a queimar uma substituição nos descontos.
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