Sálvio mantém águia na luta pelo penta
Excelente reação do Estoril na 2ª parte colocou em causa a vitória dos encarnados, que marcaram golo da vitória nos descontos.
O Benfica recuperou este sábado, à condição, a liderança da Liga, mercê de um triunfo arrancado a ferros sobre o Estoril, na Amoreira. Os encarnados não conseguiram sarar totalmente as feridas causadas pela derrota no ‘jogo do título’, da passada jornada frente ao FC Porto, e demonstraram alguma falta de confiança e de soluções quando pressionados pelo adversário. Mesmo assim, os comandados de Rui Vitória não atiraram a toalha ao chão e lutaram até ao fim, apesar de o FC Porto ter uma vantagem teórica no que à luta pela conquista da Liga diz respeito.
Um passe primoroso de Zivkovic a isolar Rafa, logo aos 10’, e o inusitado acerto no momento da finalização por parte do ex-bracarense pareciam facilitar a tarefa das águias, que ficaram bem cedo em vantagem no marcador. Com um trio no miolo (Fejsa, Pizzi e Zivkovic), dinâmico na hora de construir e pressionante quando era necessário recuperar a bola, o Benfica teve superioridade absoluta sobre os canarinhos durante quase toda a primeira parte. Esta circunstância não invalida, contudo, que o Estoril também não tenha criado perigo para a baliza encarnada. Apesar do domínio das águias, de que as oportunidades protagonizadas por André Almeida (23’), Rafa (25’) e Jiménez (32’, 42’ e 45’+1) são exemplo, também Allano, por três ocasiões, causou sobressaltos a Bruno Varela.
No segundo tempo, o Estoril, que ontem caiu para o último lugar da tabela classificativa, surgiu com a frente de ataque alargada, já que, ao cair do pano dos primeiros 45’, o avançado Bruno Gomes substituíra o médio-ofensivo Gonçalo Santos, lesionado. A ambição de Ivo Vieira perturbou em muito o Benfica, que, pressionado, se viu obrigado a recuar os blocos.
O cariz da partida modificou-se completamente, tendo o Estoril chegado justificadamente ao empate por Halliche (63’), depois de o VAR já ter anulado um golo a Allano (50’).
O jogo equilibrou-se, então, com ocasiões de perigo para ambas as equipas. Do lado dos canarinhos, Lucas Evangelista atirou ao poste (67’), enquanto Rafa falhava escandalosamente pelo menos três oportunidades de golo, duas delas isolado (lance magistral de Zivkovic, que ultrapassou três adversários e efetuou um passe primoroso, e remate de Jiménez que Renan não susteve).
Com alguma felicidade, o Benfica acabou por chegar à vitória (90’+2), fruto de um cabeceamento de Salvio, após cruzamento de Grimaldo.
Análise
Mais - Sagacidade de Ivo Vieira
O treinador do Estoril revelou ambição e sagacidade. A entrada do ponta de lança Bruno Gomes para o lugar do médio Gonçalo Santos (lesionado) permitiu pressionar a defesa benfiquista. É verdade que estava a perder, mas podia não ter sido tão audaz.
Menos - A falta de Jonas
Foi o terceiro jogo consecutivo sem o craque brasileiro e, mais uma vez, notou-se a falta de ligação entre os médios ofensivos e o ponta de lança. Jiménez, como não tem a mesma arte a recuar no terreno, parece jogar a ‘quilómetros’ dos companheiros.
Mau trabalho
Um penálti por cotovelada a Jiménez na primeira parte e uma permissividade injustificável no capítulo disciplinar mancharam o trabalho de Hugo Miguel. É que um bom árbitro não é o que exibe poucos cartões, mas sim o que os mostra nas circunstâncias certas...
Águias arriscam pior ataque em nove anos
O Benfica chegou ao golo 91 esta época, mas precisa de marcar mais 10 para não registar o pior ataque dos últimos nove anos. Ainda assim, as águias são a equipa com mais golos na Liga (77).
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