Eriksson, o adeus a um senhor do futebol
Treinador sueco morre aos 76 anos, vítima de cancro no pâncreas.
No Benfica marcou uma era, porque quando chegou ao futebol português, em 1982, dele se disse ser uma lufada de ar fresco. O título de campeão nacional ganho no primeiro ano confirmou uma aura especial. E logo ali marcou lugar na história do clube.
Sven-Goran Eriksson, cidadão sueco nascido na pequena cidade de Sunne, morreu esta segunda-feira, aos 76 anos, vitimado por um cancro no pâncreas.
O futebol perde uma figura digna, que sempre pautou a sua presença no meio pela elegância e fair play. Um ‘gentleman’ como diriam os ingleses, que um dia lhe entregaram o comando da seleção.
Documentos
2024-08-26_23_22_19 palmares.pdfApós uma carreira menor como futebolista, Eriksson sacudiu a sua própria existência, e também o mundo do futebol, quando levou o modesto Gotemburgo à conquista da Taça UEFA, em 1982. Fernando Martins, então presidente do Benfica, não perdeu tempo a contratá-lo.
Na Luz amplificou o sucesso. Em dois anos ganhou dois campeonatos, uma Taça de Portugal e foi a uma final da Taça UEFA. Haveria de regressar mais tarde ao local onde foi feliz, para ganhar mais um campeonato e uma Supertaça. Fez depois carreira pelo Mundo, com maior sucesso em Itália.
Durante cinco anos foi selecionador de Inglaterra e a partir daí a carreira entrou em plano descendente. Nunca ao ponto de se perder na memória dos portugueses e acima de tudo dos adeptos do Benfica.
Durante cinco anos foi selecionador de Inglaterra e a partir daí a carreira entrou em plano descendente. Nunca ao ponto de se perder na memória dos portugueses e acima de tudo dos adeptos do Benfica.REAÇÕES
“Tínhamos uma amizade com mais de 40 anos. Ganhou o respeito e admiração de todos os quadrantes pela forma de estar no desporto e no futebol. Deixa esse legado, além de força e coragem.”
“É um dia muito triste para os benfiquistas. Um forte abraço a toda a família. Para nós foi e será sempre um orgulho enorme por termos tido na nossa casa um homem tão importante e tão bom.”
“Triste saber do falecimento de Eriksson. Encontrei-me com ele várias vezes enquanto selecionador da Inglaterra e fiquei impressionado com o seu carisma e paixão pelo jogo. Um cavalheiro.”
“Como pessoa do futebol, ele sempre liderou com entusiasmo e com um sorriso. Em nome da FIFA e da nossa comunidade mundial, envio as minhas condolências à família e aos amigos.”
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