AF Porto quer disponibilizar Centro de Formação para o Mundial de 2030
Nova etapa do complexo acrescenta dois campos de futebol, cerca de um ano depois da inauguração do primeiro campo, denominado Diogo Jota, proporcionando "mais espaço para treinar e mais espaço para formar".
O presidente da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), José Manuel Neves, afirmou este sábado que pretende disponibilizar o Centro de Formação da instituição para o Mundial de 2030, na inauguração da segunda fase.
"Queremos dizer presente ao projeto conjunto Portugal, Espanha e Marrocos do Mundial 2030, colocando este ativo à disposição desta organização, contribuindo para o seu sucesso", declarou o dirigente, durante uma cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
A nova etapa do complexo acrescenta dois campos de futebol, cerca de um ano depois da inauguração do primeiro campo, denominado Diogo Jota, proporcionando "mais espaço para treinar e mais espaço para formar".
O dirigente adiantou que o projeto terá mais duas fases, cuja concretização exigirá "capacidade de investimento, coordenação e persistência", sublinhando a importância de manter a união entre as entidades envolvidas.
"Desde o início, esta construção foi pensada para ser realizada por fases, garantindo sustentabilidade, qualidade e eficiência em cada etapa", explicou.
O presidente da associação portuense defendeu uma gestão rigorosa dos recursos e a utilização dos espaços pela comunidade, sempre que as condições o permitam, destacando que o centro tem uma atividade que ultrapassa a dimensão desportiva.
Segundo José Manuel Neves, a infraestrutura tem-se afirmado como um espaço de "formação, capacitação, encontro e desenvolvimento", permitindo à AF Porto alargar horizontes para além do distrito e procurar afirmar-se como referência nacional e internacional.
"A formação é uma responsabilidade que partilhamos. Começa nos clubes, passa nas associações e tem na Federação Portuguesa de Futebol a referência de dimensão nacional e internacional", salientou.
O dirigente destacou também a responsabilidade de preservar a memória do espaço, ligado a Nicolau Nasoni, associando a construção do centro a uma ideia de regeneração urbana.
"Regenerar não significa apenas construir, significa dar vida aos lugares", afirmou, antes de apontar a uma infraestrutura capaz de reunir diferentes gerações e transmitir conhecimento: "Este Centro de Formação não é meu. Este Centro de Formação é nosso. É de todos nós. Que seja um espaço de oportunidades, de sonhos e de futuro".
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