Antigo presidente da FIFA insta adeptos a evitarem Estados Unidos durante o Mundial
Sepp Blatter concordou com entrevista de um advogado que sublinhou "a marginalização dos adversários políticos e os abusos dos serviços de imigração" no país.
O antigo presidente da FIFA Joseph Blatter instou esta segunda-feira os adeptos de futebol a evitarem os Estados Unidos durante o Mundial2026, por razões de segurança, numa publicação na rede social X.
O suíço, que foi presidente da FIFA entre 1998 e 2015, retweetou uma entrevista de Mark Pieth, na qual o advogado especialista na luta contra a corrupção e mandatado por Blatter para ajudar a reformar o organismo que tutela o futebol mundial (2011-2014) aconselha os adeptos a evitarem os Estados Unidos.
"Penso que Mark Pieth está certo ao questionar este Mundial", escreveu na sua publicação, em que cita a frase o título da entrevista do advogado à publicação suíça Tages-Anzeiger: "Para os adeptos, há apenas um conselho: evitem os Estados Unidos!".
Na sua entrevista, citada pela agência AFP, Pieth defendeu que "a marginalização dos adversários políticos e os abusos dos serviços de imigração" nos Estados Unidos não incentivam os adeptos a estarem presentes na competição.
"De qualquer forma, verão melhor [o torneio] na televisão. À chegada, os adeptos devem estar cientes de que, se não se comportarem corretamente com as autoridades, serão imediatamente deportados. Isto se tiverem sorte...", previu Mark Pieth.
Agentes da polícia anti-imigração (ICE, na sigla em inglês) mataram no sábado de manhã um homem na cidade de Minneapolis, estado do Minnesota.
Mais tarde ficou a saber-se que se tratava de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos, departamento governamental que lida com assuntos dos veteranos de guerra.
Alex Pretti era um cidadão norte-americano, nascido no estado do Illinois. Tal como Renee Good, também morta a tiro pelo ICE, em 07 de janeiro, não tinha antecedentes criminais.
Joseph Blatter, de 89 anos, tem sido muito crítico de Gianni Infantino, o atual presidente da FIFA, que sucedeu ao suíço no cargo depois de este se ter demitido na sequência de uma série de escândalos e acusações de corrupção.
A 23.ª edição do Mundial realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e contará pela primeira vez com 48 seleções, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.
Portugal integra o Grupo K, juntamente com Uzbequistão, Colômbia e o vencedor do caminho 1 do play-off intercontinental (com Jamaica, Nova Caledónia e RD Congo).
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