Bruno de Carvalho nega cuspidela e ataca família Pinho
Presidente do Sporting diz que estava a fumar um cigarro eletrónico.
"Já vi búfalos com uma atitude mais calma [do que Carlos Pinho]." Foi esta uma das muitas frases marcantes utilizadas na manhã desta terça-feira por Bruno de Carvalho para negar responsabilidades no caso das agressões no túnel de acesso aos balneários do Estádio José Alvalade, a 6 de novembro.
O presidente do Sporting desmentiu ainda ter cuspido para cima do responsável máximo do Arouca. "Alguém acredita que, se houvesse uma cuspidela, ele [Joel Pinho, filho de Carlos Pinho e diretor desportivo do clube] não o teria logo referido e estaria tão calmo? Aquilo foi tudo tão estruturado, encenado e preparado, que acho que ninguém acredita", afirmou Bruno de Carvalho.
"Tentou agredir-me e agrediu, de facto, um segurança. Já percebi que o meu cigarro eletrónico irrita as pessoas", disse, numa possível explicação para as imagens da polémica divulgadas na segunda-feira. O vapor do cigarro poderá ser aquilo que saiu da boca de Bruno de Carvalho, em vez do cuspo a que se referiram, além dos responsáveis do Arouca, vários comentadores televisivos afetos ao Benfica.
O dirigente leonino arrasou os responsáveis do clube do distrito de Aveiro. "Aquela família sofre da doença do pavio curto. Bem que podem agradecer a Jorge Jesus e aos jogadores do Sporting. Quando o Sporting ganha, sou a pessoa mais ‘zen’ do Mundo. Se não fosse isso, provavelmente, com as coisas que eu ouvi, não sei se a coisa seria tão calma", disse Bruno de Carvalho, referindo-se à vitória da equipa leonina por 3-0 nesse jogo da 10ª jornada do campeonato nacional.
Questionado sobre um eventual castigo na sequência de todo este processo, o presidente do Sporting não podia ter sido mais esclarecedor: "Era o que mais faltava."
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