Chelsea: o paradoxo dos milhões
Ingleses já gastaram mais de dois mil milhões de euros em reforços desde 2022. Mas o investimento tem tido pouco retorno a nível desportivo
Desde que o consórcio liderado por Todd Boehly e pela Clearlake Capital se tornou proprietário do Chelsea, no verão de 2022, o clube londrino tornou-se numa máquina de esbanjar dinheiro.
Este verão o investimento já ultrapassou os 400 milhões de euros, e nos últimos quatro anos ascende a mais de dois mil milhões. Uma política gastadora que não tem tido grande retorno desportivo - um Mundial de Clubes (2025) e uma Liga Conferência (2024/25) - e esta época a equipa nem nas competições europeias vai estar.
"Os donos do Chelsea transformaram uma máquina de ganhar troféus numa experiência falhada. Desmantelaram um clube de sucesso e tornaram-no menos bem-sucedido, menos temido, menos respeitado e menos lucrativo", referiu recentemente o ex-jogador Jamie Carragher, antigo futebolista e agora comentador.
O ex-sportinguista Quenda foi apenas um dos muitos jogadores contratados para esta temporada (50 milhões), em que o clube fez história ao garantir a transferência mais cara da sua história e do futebol inglês - Morgan Rogers foi contratado ao Aston Villa por 138 milhões de euros. Chegaram ainda a Stamford Bridge o médio Maxence Lacroix (60), Marco Palestra (57), Valentín Barco (40), entre outros.
E por esta amostra, a cerca de 20 dias do encerramento do mercado, ainda será possível chegar perto ou quem sabe bater o recorde da temporada 2022/23 (janelas de verão e inverno), quando foram gastos 630 milhões de euros em reforços.
Ao contrário de anos anteriores, em que o clube só contratava jovens, esta temporada com Xabi Alonso como treinador parece haver uma inversão na política, com uma aposta também em veteranos, casos de Danny Welbeck (35 anos) e Jordan Henderson (36).
Resta saber se desta vez o investimento vai chegar para o clube voltar aos bons velhos tempos de Roman Abramovich e José Mourinho, quando era gasto muito dinheiro, mas o emblema de Stamford Bridge conquistava títulos.
Todd Boehly, o magnata que adora desporto
Todd Boehly, 52 anos, é um empresário, investidor e filantropo norte-americano, cofundador e CEO da Eldridge Industries, que investe em sectores como seguros, gestão de património, tecnologia, desporto, média, imóveis e bens de consumo. Fã de desporto, além do Chelsea, é também proprietário do Estrasburgo, da I liga francesa, e tem participações nos Los Angeles Dodgers (equipa de beisebol) e os Los Angeles Lakers (NBA). Boehly comprou o Chelsea a Roman Abramovich por 4,9 mil milhões de euros em maio de 2022.
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