"É importante parar o crescimento da extrema-direita": Jogador francês com eleições em mente antes de jogo com Portugal
Central Kounde não é o primeiro a manifestar-se contra o partido de Marine le Pen.
A seleção francesa já prepara o duelo decisivo dos quartos de final do europeu com Portugal. No entanto, como desde o início da concentração na Alemanha, a cabeça dos futebolistas não está só nos jogos. A política, num momento conturbado em França, com eleições legislativas históricas, também tem sido motivo de conversa.
"Acho que é importante parar o crescimento da extrema-direita e da União Nacional porque, como escrevi [nas redes sociais] não é um partido que vai trazer mais liberdade ao nosso país e vai juntar as pessoas. Essa é a minha posição", disse o central Jules Kounde.
Os resultados da eleições francesas apontaram para uma vitória do União Nacional e dos seus aliados, com 33% dos votos, seguidos da Nova Frente Popular, com 28%. O Juntos pela República, do presidente Emmanuel Macron, teve apenas 20% dos votos.
"Como me sinto? Estou desapontado, obviamente. Fiquei desapontado ao ver o rumo que o nosso país está a levar com um partido que é contra os nosso valores - os valores de convivência e respeito - um partido que procura dividir os franceses", acrescentou.
A segunda volta acontece no domingo, e os partidos de esquerda e centro têm feito uma mobilização para impedir a vitória, com maioria absoluta, da extrema-direita, nas eleições.
"Ainda está tudo em jogo [com a segunda volta] e precisamos de chegar às pessoas que não votaram [na primeira volta]", rematou.
Kounde não é o primeiro
Vários jogadores franceses têm-se manifestado contra o partido de Marine Le Pen, com Kylian Mbappe, o elemento mais mediático dos 'gauleses' a ser uma das vozes mais críticas da extrema-direita.
Dentro de campo, França joga com Portugal o seu futuro na sexta-feira, às 20h, nos quartos de final do europeu.
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