Ederson é a aposta para atacar o tetra
Perda de titularidade de Júlio César em Chaves tem a ver com a estratégia definida pela equipa técnica.
Ainesperada troca de Júlio César por Ederson na baliza do Benfica, em Chaves, criou um enigma na baliza do Benfica, que o técnico não quis desfazer no final do encontro. O CM apurou, contudo, que a alteração estava programada e tem a ver com a forma como Rui Vitória olha para a questão da baliza: Ederson, de 23 anos, será, em condições regulares, a primeira escolha, o guarda-redes eleito para atacar o ‘tetra’.
A troca tardou porque Júlio César, de 37 anos, tem estado em grande forma. Mas dentro do que é a aposta do clube na valorização de ativos, estratégia devidamente assimilada por Rui Vitória, é o guarda-redes mais jovem que importa promover, inclusivamente numa lógica de mercado.
Júlio César foi titular absoluto nas cinco primeiras jornadas da Liga e tudo indicava que iria manter esse estatuto no jogo de Trás-os-Montes, que os encarnados venceram por 2-0. Contudo, não foi isso que aconteceu. O antigo titular da seleção principal do Brasil foi sentar-se no banco de suplentes e no onze inicial surgiu o seu compatriota Ederson, 14 anos mais novo, que nesta época apenas tinha atuado no único jogo do Benfica já realizado na Champions (1-1 em casa contra o Besiktas). No final do encontro de Chaves, Rui Vitória não se mostrou à-vontade para esclarecer a situação, tendo-se refugiado em evidências. "O Júlio César tem jogado bem. O Ederson tem jogado bem. Há competição", disse de forma evasiva.
Certo é que Júlio César andava a sofrer golos há quatro jornadas de forma consecutiva antes de Chaves. Na época passada, Ederson ganhou a titularidade após lesão de Júlio César, antes do jogo com o Sporting em Alvalade. Com o jovem guarda-redes na baliza, o Benfica ganhou o jogo (1-0), saltou para a liderança da Liga e acabou por ser campeão. Desta vez, contudo, a troca foi por opção e não por lesão.
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