Estratégia de Mourinho à 'moda do Porto'
Benfica adota 'blackout' e uma política de vitimização de todos contra o clube, medidas que fizeram história no FC Porto.
José Mourinho está a utilizar uma estratégia à ‘moda do Porto’ com o implementação de um ‘blackout’ e de uma política de vitimização de forma a unir o grupo do Benfica nesta fase crucial da temporada. Isto numa fase em que a equipa luta pela conquista, para já, do segundo lugar, que dá acesso à Champios.
O ‘blackout’ (ninguém ligado à equipa presta declarações à comunicação social) foi decretado como forma de protesto pelos castigos aplicados a José Mourinho (na prática são dois jogos de suspensão) e a recusa do recurso que visava o efeito suspensivo apresentado pelo clube. A punição surge após o clássico, no qual Mourinho atirou uma bola para a bancada após o golo do empate (2-2) e envolveu-se numa discussão com Lucho no túnel com o agora membro da equipa portista a chamar-lhe, segundo o técnico benfiquista, “traidor”.
Mourinho adotou uma estratégia que bem conhece desde a passagem pelo FC Porto. O ‘blackout’ foi muito utilizado nos anos 90 com Pinto da Costa na presidência portista, mas também Mourinho recorreu a ele em 2003 com 11 dias de silêncio, após castigos aplicados a Jorge Costa, Maniche e Costinha na sequência de uma agressão a Simão, num clássico da Luz. Na altura, os jogadores afirmaram que o silêncio “reforçava” o grupo.
Agora, no Benfica, José Mourinho tenta acicatar o ânimo dos seus jogadores com este silêncio, antes da difícil receção ao V. Guimarães, numa jornada em que o líder FC Porto será posto à prova em Braga. O técnico tem utilizado também um discurso de ‘todos contra nós’, o mesmo já utilizado nesta temporada pelo líder portista André Villas-Boas e pelo treinador Farioli.
Jejum de Pavlidis faz soar alarme
O jejum de golos de Pavlidis dura há seis jogos e está a fazer soar o alarme na Luz. O melhor marcador da equipa fez 28 golos nesta temporada, sendo que apontou 20 (oito de grande penalidade) no campeonato. O último golo que marcou foi no triunfo do Benfica frente ao Santa Clara (2-1) nos Açores. Esta temporada, o grego não tinha tido um jejum tão grande e é preciso recuar à época de estreia na Luz para igualar este seu pior registo.
Sidny Cabral continua castigado
O extremo Sidny Cabral, que o Benfica contratou ao E. Amadora em janeiro por 6 milhões de euros, continua castigado no Benfica e frente ao Arouca (triunfo por 2-1) voltou a ficar na bancada. Desde que o jogador pediu a camisola a Vinícius Jr. (após a polémica do alegado caso de racismo na Luz) no jogo com o Real Madrid (2-1), não voltou a jogar. Nos dois últimos jogos, acabou mes- mo por nem ir ao banco.
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