Falta de pontaria tira Portugal do Europeu
Seleção nacional esteve quase sempre por cima do adversário, que se limitou a concretizar a única oportunidade que foi capaz de criar.
P ortugal perdeu (0-1) este domingo diante da Bélgica e pela primeira vez não ultrapassou os oitavos de final de um Campeonato da Europa. A derrota explica-se pela tremenda falta de pontaria na hora de finalizar as jogadas e não pelo maior poderio dos belgas, que se limitaram a aproveitar a única oportunidade de golo, digna desse nome, que foram capazes de fabricar.
Com as surpresas Palhinha e Dalot no onze titular, lusos e belgas fizeram uma primeira parte de pouco espetáculo: futebol mastigado e muitos passes laterais e para trás. Portugal, no entanto, rematou mais, esteve mais vezes perto da área adversária e foi capaz de criar duas grandes oportunidades: uma por Diogo Jota que, solto na área, atirou ao lado, após uma arrancada de Renato Sanches; e outra num livre de Cristiano Ronaldo, para defesa complicada de Courtois. A Bélgica só criou uma e foi golo: remate forte e venenoso (cheio de curvas) de Thorgan Hazard, sem hipóteses para Rui Patrício.
Após o intervalo, a Bélgica deu o domínio do jogo a Portugal e passou a defender-se com unhas e dentes, embora nunca descurasse o contragolpe, com bolas metidas em Lukaku, que raramente soube desenvencilhar-se de Pepe ou Rúben Dias. A equipa das Quinas jogou quase sempre no meio-campo do opositor e teve várias chances para marcar. As mais flagrantes foram de Diogo Jota (68’ - recebeu na área com espaço e rematou por cima); André Silva (80’ - cabeçada defeituosa, após centro de Bruno Fernandes); Rúben Dias (82’ - cabeçada violenta para uma boa defesa de Courtois, após canto de Bruno Fernandes); Raphaël Guerreiro (83’ - pontapé de ressaca ao poste); e João Félix (90+5’ - remate perto do poste direito).
Resumindo, o domínio foi avassalador, mas tanto desperdício tirou Portugal do Euro.
+Portugal cai de pé
No cômputo geral, a equipa das Quinas até fez uma boa exibição, em que foi capaz de estar quase sempre por cima de um adversário que lidera o ranking da FIFA, mas pouco ou nada mostrou que justifique tal posição.
Faltou ter a calma necessária no momento de os jogadores da seleção nacional finalizarem as várias jogadas que deveriam ter terminado em golo. Quando a isso se junta a denominada sorte, está explicado o afastamento do Euro.
Árbitro: sem influência
Com o lema ‘deixar jogar’, o alemão Felix Brych cometeu vários erros, sobretudo em faltas que ficaram por marcar, em que prejudicou mais Portugal. Contudo, não teve influência no resultado.
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