Farioli deixa aviso: "As camisolas não ganham jogos"
Treinador do FC Porto recorda derrota com o Casa Pia para alertar o plantel para a receção ao Rio Ave. Triunfos de Benfica e Sporting colocam ainda mais pressão no líder do campeonato.
Francesco Farioli alerta o plantel do FC Porto para o perigo do excesso de confiança frente ao Rio Ave, que atravessa a pior fase da época, com cinco derrotas consecutivas. “As camisolas não ganham jogos. Não conta o passado e o que fizermos no relvado é que fará a diferença”.
Confiança sim, arrogância não. Esta é a receita do técnico, que exigiu o “máximo de intensidade” e não se cansou nos avisos ao balneário. “Já tivemos uma má experiência com o Casa Pia, que também não estava num bom momento e depois conseguiram ter uma excelente exibição (2-1, única derrota portista na liga).
Mais pressionado pelos triunfos de Benfica e Sporting, o líder do campeonato sabe que está proibido de perder mais pontos. “Sabemos o que queremos, para onde queremos ir, o importante é manter consistência, atitude e a vontade de atacar com fogo e defender com espírito e energia”, destacou o treinador, que desvalorizou a escassez de golos em 2026 (o FC Porto marcou apenas um golo em sete dos últimos nove jogos). “No futebol, marcar mais um golo do que o adversário é suficiente. Mas sabemos que o importante é mantermos a nossa consistência, sendo que o calendário não nos dá tempo para pensar no passado“. Pelos vistos, Farioii afina pelo mesmo diapasão que Rui Borges quanto ao pragmatismo na segunda volta do campeonato. “Queremos grandes resultados, mas, na realidade, os jogos são bem mais exigentes”.
Confrontado com o caso do alegado insulto racista de Prestianni a Vínicius Júnior, o técnico abordou o tema de uma forma genérica. “Em 2026 ser julgado pela cor da pele ou pela religião é muito triste. A minha filha mais velha frequenta uma escola internacional e tem a oportunidade de crescer rodeada de diferentes culturas. Trabalhei em seis países, cinco vezes no estrangeiro, e destas experiências convivi com pessoas com 16 passaportes diferentes.”
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