Federação galesa retira apoio à reeleição de Gianni Infantino na FIFA
Estrutura de País de Gales tornou-se a primeira federação nacional a retirar publicamente o apoio ao dirigente.
A Federação Galesa de Futebol retirou esta segunda-feira o apoio à recandidatura do presidente da FIFA, Gianni Infantino, para o mandato 2027-2031, alegando perda de confiança na sequência da polémica proposta de participações do Mundial a privados.
A estrutura de País de Gales tornou-se a primeira federação nacional a retirar publicamente o apoio ao dirigente, justificando que "falhas recentes em governança, liderança, valores, gestão de equipa e comunicação" resultaram na "perda de confiança" necessária para manter Infantino no cargo.
"A sua falha em priorizar os interesses do futebol é um erro que não podemos aceitar", disse a organização, em comunicado.
A posição surge no seguimento da contestação ao projeto da FIFA de angariar até 4,2 mil milhões de dólares (3,65 mil milhões de euros) com a venda de participações do Mundial a privados.
A iniciativa enfrentou forte oposição, culminando com a ameaça da UEFA de não participar nas competições da FIFA e a rejeição de confederações como a CONCACAF, composta por 41 federações da América do Norte, América Central e Caraíbas, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC).
Perante a contestação Infantino anunciou na sexta-feira o abandono do projeto por criar "divisões".
No sábado, também a UEFA declarou ter perdido a confiança no presidente do organismo máximo do futebol mundial, acusando-o em comunicado de ter falhado nas promessas de transparência e de boa utilização das verbas da instituição.
A entidade europeia criticou a tentativa de impor um "acordo obscuro" e apelou à utilização das reservas da FIFA, superiores a cinco mil milhões de dólares (4,34 mil milhões de euros), no desenvolvimento do futebol de formação junto das 211 associações membro.
O dirigente ítalo-suíço, de 56 anos, anunciou a intenção de se candidatar a mais um mandato no Congresso da FIFA, agendado para março em Marrocos. Até ao surgimento da polémica, Infantino contava com o apoio da maioria das 211 federações filiadas.
Presidente da FIFA desde 2016 e reeleito sem oposição em 2019 e 2023, Infantino não tem até ao momento candidatos assumidos contra si na corrida eleitoral, cujo prazo para submissão de candidaturas termina a 18 de novembro.
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