"Fiquei em choque. Tentei afastá-lo e gritei 'cabr**': Mulher apalpada nos seios por jogador reage à sentença

Carme Coma relata o momento em que foi assediada pelo capitão do Celta de Vigo, em pleno relvado.

13 de setembro de 2024 às 10:36
Transmissão televisiva captou momento
Hugo Mallo, quando jogava no Celta de Vigo Foto: JASON CAIRNDUFF/X01095

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Carme Coma viveu momentos de pânico antes de um jogo da liga espanhola. A mulher, que trabalhava como mascote do Espanyol no encontro encontro com o Celta de Vigo, foi apalpada nos seios pelo capitão da equipa visitante em abril de 2019. Cinco anos depois, o jogador foi declarado culpado.

"Levo cinco anos com pressão, vergonha e medo que a minha identidade fosse descoberta, por isso sim, sinto-me satisfeita. Sinto que se fez justiça", explicou à rádio espanhola Onda Cero

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A mulher tinha dificuldades em acreditar que era impossível provar o que aconteceu, tendo em conta que os atos ocorreram num estádio cheio e com transmissão televisiva.

"Sei que o vídeo foi essencial para a defesa. Mesmo com 20 000 pessoas no estádio e com câmaras, não acreditavam no que me aconteceu", apontou.

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Antes do encontro disputado a 24 de abril de 2019, Hugo Mallo, que seguia na frente dos seus colegas no momento em que as equipas se cumprimentavam, apalpou os seios de Carme que vestia a farda de um pássaro, sem consentimento.

Sobre o momento, a vítima relatou à rádio Cope: "Fiquei em choque. Tentei afastá-lo e gritei 'cabr**', mas ninguém ouviu porque estava com o disfarce por cima. Não o conhecia de lado nenhum".

"Tinha muito claro que queria denunciar e fi-lo no dia seguinte. Senti raiva, nojo. Apalpar os peitos de alguém podia parecer uma gracinha que passa impune, mas disse que não podia ser assim", explicou.

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Carme descreveu que se manteve calada nestes últimos anos, mesmo com a comunicação social atrás dela. "Não falei por respeito próprio e respeito ao processo judicial. Agora que se sabe o desfecho pergunto 'porque tenho que ficar calada?', 'porque tenho de esconder-me?'. Não fiz nada de mal", justificou.

A mulher apalpada por Hugo Mallo conta que ninguém entrou em contacto com ela da parte do jogador.

"Da parte [de Hugo Mallo] não soube de nada. Escrevi um email de repulsa ao Celta de Vigo e ao Espanyol, que me ajudou desde o primeiro minuto, tanto pessoal como legalmente", rematou.

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Hugo Mallo foi condenado a pagar mil euros por danos morais à vítima, além de um valor diário de dez euros durante 20 meses (6 000 euros). O juiz determinou ainda que o atleta terá de pagar os custos do processo. 

Recebida a notificação, o jogador que saiu em 2023 do Celta de Vigo, já reagiu mostrando "total desagrado com a argumentação". Hugo Mallo promete esgotar todas as instâncias possíveis para defender a sua inocência.

Depois do Celta de Vigo, o espanhol passou pelos brasileiros do Internacional estando agora os gregos do Aris.

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