Gestão de Rui Costa alvo de processos
Empresa imobiliária do presidente do Benfica tem várias queixas em Tribunal, nomeadamente, relativo ao empreendimento na serra de Carnaxide.
A gestão desportiva de Rui Costa desde que assumiu a presidência do Benfica tem sido alvo de fortes críticas. Mas também no plano dos negócios pessoais as coisas não parecem correr bem ao ‘Maestro’: a empresa do antigo jogador está a ser alvo de quatro processos judiciais por incumprimentos.
O empreendimento de luxo Dream Living, situado na Serra de Carnaxide, é aquele que mais dores de cabeça tem dado a Rui Costa, avança a revista Sábado, na sua edição de quarta-feira. A obra, ainda por concluir na sua totalidade, tem levado a várias queixas no tribunal contra a 10 Invest – Investimentos Imobiliários, Lda (detida por Rui Costa e pelos dois filhos). Duas delas são ações do mesmo queixoso: uma empresa unipessoal que assinou contratos-promessa para a compra de duas penthouses – as frações mais caras do empreendimento e que acabaria por recorrer ao tribunal devido aos atrasos para a conclusão e entrega destes apartamentos. Outra é de um morador que já usufruiu da sua casa, mas que alega que imóvel “não se encontra completamente concluído e em condições de habitabilidade”.
Uma terceira ação judicial contra o presidente do Benfica e a sua empresa diz respeito à venda de um terreno para construção na zona das Amoreiras. O autor da queixa exige o pagamento de comissões superiores a 700 mil euros, referentes à transação, garante a Sábado.
A empresa 10 Invest tem estado debaixo de fogo. Uma outra ação em tribunal terá provocado alguma fricção entre Rui Costa e Luís Mendes, antigo vice-presidente do clube. O ex-dirigente emprestou 500 mil euros ao líder das águias para apoiar o projeto imobiliário em causa. Já depois de se demitir do cargo, Mendes entrou com uma ação em tribunal a reclamar a devolução da verba, algo que viria a acontecer em junho de 2025.
A 10Invest emitiu um comunicado admitindo atrasos na conclusão da obra “motivado por constrangimentos operacionais no ritmo de execução”. Refere ainda estas situações são “compromissos estritamente pessoais que não têm, nem tiveram, qualquer ligação, impacto ou interferência na atividade do Benfica”.
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