Golo salva Sporting na Liga Europa apesar de fraca exibição

Leões jogaram parados e mostraram uma confrangedora falta de ideias para construir fosse o que fosse.

25 de outubro de 2019 às 08:51
Bruno Fernandes no meio de três jogadores da equipa norueguesa do Rosenborg Foto: Paulo Calado
Jordão foi relembrado Foto: Miguel Barreira
Mathieu no jogo Foto: Carlos Costa/AFP
Forte dispositivo policial junto às instalações da Juventude Leonina Foto: Miguel Barreira
Adeptos das claques mostraram rolos de papel higiénico e lenços brancos Foto: Tiago Petinga/Lusa

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O Sporting fez esta quinta-feira uma fraca exibição e, mesmo assim, ganhou ao Rosenborg, por 1-0, golo às três tabelas de Bolasie. Com este resultado, a equipa de Alvalade está em 2º no grupo D da Liga Europa, com 6 pontos, e tem abertas as portas para a fase seguinte da prova.

A primeira parte resume-se em duas palavras: um aborrecimento. O Sporting, porque jogou parado, devagarinho e devagar e o Rosenborg porque ficou a ver a jogar acantonado na defesa e só subiu linhas meia hora depois do início da partida.

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Pelo meio, um enorme erro do árbitro Lawrense Visser, que não marcou um evidente penálti contra os nórdicos, numa cabeçada de Luiz Phellype que Hovland desviou com o braço direito para canto; um livre de Bruno Fernandes à barra; uma grande defesa de Hansen num remate de cabeça de Vietto; e um corte de Coates contra Doumbia que levou a bola à barra da baliza leonina.

A segunda parte foi mais do mesmo: mau futebol, tanto do Sporting como do Rosenborg. Os leões voltaram a ter bola, mas raramente sabiam o que lhe fazer. Sucediam-se os passes errados, uma confrangedora imobilidade e um desolador deserto de ideias para construir fosse o que fosse. Era tudo mau demais e o público pagante ripostou com assobios. Merecidos.

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E estava tudo a pensar que só um golpe de sorte daria a vitória ao Sporting, quando Vietto sacou um centro que tabelou num adversário, Pedro Pendes atrapalhou um opositor, Bolasie cabeceou, a bola bateu em Hovland e só parou na baliza de Hansen, que ainda lhe tocou. Foi assim o 1-0.

Faltavam 20 minutos para o final da contenda quando os noruegueses aproveitaram para ir para o ataque, e só não empataram por manifesta aselhice dos seus jogadores – casos de Soderlund e Johnsen, que, sem oposição, na área, falharam os remates.

ANÁLISE

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Homenagem a Jordão

Foi sentida e bonita a homenagem de que foi alvo Jordão, que morreu no dia 18, aos 67 anos. Um minuto de silêncio cumprido como deve ser e palmas e luzes no minuto 11.

Sporting

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Ou Silas não se sabe explicar ou os jogadores do Sporting pensam em tudo e mais alguma coisa quando o ouvem. Só assim se pode explicar o mau futebol do Sporting.

Mau trabalho

O árbitro belga Lawrence Visser fez um mau trabalho. O erro mais grave que cometeu foi não ter marcado um penálti, por mão de Hovland, na área, que safou para canto um cabeceamento de Luiz Phelippe.

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Vietto foi um dos menos maus

o Renan – Cumpriu. Teve pouco trabalho e ainda apanhou alguns sustos. Assobiado por demorar na reposição da bola em jogo.

o Rosier – Má primeira parte. Pouco melhorou após o intervalo.

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o Coates – Começou a tremer com cortes mal feitos e um desvio contra Doumbia que levou a bola à barra. E foi assim até ao fim do jogo.

o Mathieu– Cometeu um erro que deu um grande calafrio à defesa leonina. De resto, razoável.

o Acuña – Bons centros para Luiz Phellype e Vietto. Misturou coisas boas com erros infantis no passe.

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o Doumbia – Bem a jogar para o lado e para trás.

o Bruno Fernandes – Um livre à barra e alguns remates fora do alvo. Não foi o jogador do costume.

o Wendel – Até ao intervalo não se viu. Depois, também não.

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o Bolasie – Trapalhão e um golo que lhe caiu do céu.

o Luiz Phellype – Cabeçada para golo cortada com a mão de Hovland. E mais nada digno de registo.

o Pedro Mendes – Atrapalhou a defesa do Rosenborg no golo de Bolasie.

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o Borja – Pouco mais de dez minutos no relvado para ajudar a defender.

o Eduardo – Mais um na defesa para segurar a vitória.

Vietto

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Foi o menos mau da equipa do Sporting. Fez o centro para o golo de Bolasie, que valeu a vitória, e um cabeceamento que obrigou Hansen a uma enorme defesa.

Rui Jordão homenageado

Alvalade prestou uma homenagem a Rui Jordão, lenda do clube que faleceu na passada sexta-feira, aos 67 anos, devido a problemas cardíacos. No minuto 11, número da camisola do goleador, os adeptos acenderam as lanternas dos telemóveis e agitaram-nos.

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"Não estamos ainda a 100%"

"O mais importante é o resultado. Precisamos de ganhar para recuperar a confiança dos adeptos. Não estamos ainda a 100%, mas vi uma equipa muito sólida e temos de continuar assim, a ganhar", afirmou Jérémy Mathieu no final do encontro.

Pedido de demissão e lenços brancos

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É certo que houve assobios quando o nulo teimava em continuar no marcador. Alguns adeptos fizeram questão de mostrar camisolas das claques que representam. Uns da Juventude Leonina e outros do Diretivo Ultra XXI. Uma prova de solidariedade, depois de terem perdido os apoios por terem insultado a direção.

Entre as regalias perdidas, estão os bilhetes gratuitos e as viagens dos líderes para os jogos no estrangeiro no avião da equipa. Não houve as tarjas gigantes, mas estiveram na bancada algumas bandeiras. Nem mesmo a vitória impediu os gritos a pedir a demissão de Varandas e viram-se lenços brancos no final.

O forte dispositivo policial em torno do estádio impediu quaisquer incidentes.

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