Lage quer pressionar o Sporting até ao fim do ano

Treinador afirma que objetivo é “reduzir distâncias para o 1.º lugar.

01 de dezembro de 2024 às 01:30
Bruno Lage reforçou ontem a mensagem de que "não há margem de erro" Foto: Vítor Chi
Partilhar

O Sporting é o alvo a abater para Bruno Lage. O treinador acredita numa queda dos rivais, mas a mira está apontada, principalmente, ao dérbi, de 29 de dezembro, em Alvalade. “É uma questão de crença no nosso trabalho. O objetivo é, com os jogos que temos até ao final do ano, chegar ao 2.º lugar e reduzir distâncias para o 1.º lugar.”

O atraso para o campeão nacional e para o FC Porto, embora com dois jogos e um jogo a menos, respetivamente, não afeta a ambição do técnico, que elucidou o objetivo da euforia na roda com os jogadores, após a reviravolta épica (3-2) no Mónaco. “Não foi mensagem nem para dentro nem para fora. Aquilo que se passou, simplesmente, foi um ato de liderança.”

Pub

Di María fez, mais uma vez, a diferença, com duas assistências, na Liga dos Campeões. “É um grande jogador e um grande homem e exemplo disso é vê-lo nos últimos minutos sentado no banco a sofrer tanto como se fosse quase a final do Mundial.” Os cinco golos e as três assistências nos últimos três jogos levantaram a questão da renovação do jogador. “Vamos aproveitar o momento e Deus queira que continue a jogar por muitos mais anos. Vamos ajudar o Di María naquilo que for”, admite Bruno Lage, que também considera que o campeão do Mundo pode vir a ser útil numa futura equipa técnica. “Se temos o Ricardo Rocha, poderemos ter um dia também o Di María no banco.”

O momento de grande fulgor do extremo, de 36 anos, está relacionado com a gestão do treinador, que, sempre que apostou em Di María, nunca o deixou em campo do princípio ao fim. “Não tem tratamento especial”, revela o treinador, antes do início de um ciclo terrível de sete jogos em 28 dias. “A gestão tem de ser diária. O Di María não jogou com o Bayern Munique para ser poupado para os jogos seguintes, foi porque eu acreditei que aquela era a melhor estratégia e o onze para aquele jogo, e é assim que eu vou decidindo.”

Di María tem sido o motor que faz o ataque funcionar. Pavlidis tem sido titular, mas o técnico avisa que não há lugares garantidos. “Arthur Cabral não ameaça ninguém. Há uns tempos falava-se da crise de avançados, e agora, no último jogo, cada um deles marcou o seu golo e com movimentos de ponta de lança muito interessantes.”

Pub

Seja qual for a opção no onze, a palavra de ordem é “vencer” frente ao Arouca. “Não temos margem de erro. O nosso jogo [de hoje] é de Champions.”

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar