Mercedes Verde espatifou-se
Vitória correta do LASK Linz em Alvalade. Os austríacos foram melhores quase até final, particularmente no modo como bloquearam o ‘miolo’ leonino
Desilusão total em Alvalade, depois do desaire (2-3) - o segundo em seis anos - frente ao LASK Linz, uma das suas ‘bestas negras’, quando o otimismo leonino ia no sentido de conseguir o terceiro triunfo consecutivo nesta fase da Champions. E porque a exibição foi das mais frouxas dos últimos tempos, porque não dizer que aquele Mercedes que tão bem se tinha portado em Lens se espatifou por completo na terceira volta da prova.
Os jogos de Braga e Lens deixaram indicadores de que a mudança operada por Rui Borges no sistema tático era credora de bons resultados (e desempenhos) desde que os seus rápidos futebolistas da zona ofensiva tivessem espaço de manobra. Em boa verdade, tirando Irankunda - e mais tarde Luís Guilherme e Derry -, o deserto de ideias foi evidente. Catamo está em crise, Doumbia está longe de convencer e se Suárez marca, isso não é suficiente.
Porém, os austríacos tiveram quase sempre o controlo do jogo - exceção para os derradeiros 10/12 minutos em que aí se viu um leão com ganas -, porque bloquearam o ‘miolo’ leonino e estiveram sempre em vantagem frente ao italiano e João Simões (por vezes com quatro elementos), pois Altimira foi quase sempre central.
Saindo muitas vezes mal para o ataque, com vários passes desastrados, funcionou o contra-ataque rival e, assim, o Sporting viu alargar-se a desvantagem, apenas reduzida em cima da hora, quando funcionou o coração e não a cabeça, como se exigia. E assim, o que parecia bem encaminhado na Liga dos Campeões... complicou-se.
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