Millwall pondera processar autarquia de Westminster por associar clube a grupo supremacista Ku Klux Klan

Livro conta o primeiro jogador negro a alinhar no Chelsea foi vítima de abusos racistas na década de 80 do século XX e refere, especificamente, como foi insultado por adeptos do Millwall.

24 de abril de 2026 às 11:46
Membros do grupo supremacista Ku Klux Klan Foto: Direitos Reservados
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O Millwall, terceiro classificado da segunda divisão inglesa de futebol, está a avaliar a possibilidade de processar a autarquia de Westminster pela distribuição de um livro infantil sobre racismo, em que associa o clube ao Ku Klux Klan.

O livro, intitulado "A história de Paul Canoville", conta como este jogador - o primeiro negro a alinhar no Chelsea -- foi vítima de abusos racistas na década de 80 do século XX e refere, especificamente, como foi insultado por adeptos do Millwall, vestidos como membros do Ku Klux Klan.

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O episódio é ilustrado com um desenho de um membro do grupo racista, vestido com a túnica e capuz pontiagudo brancos, característicos do Ku Klux Klan, com o símbolo do Millwall no peito, ao lado do jogador, que afirma: "O racismo nunca acabou. Fui gravemente insultado num jogo de reservas com o Millwall, mas depois pude mostrar aos racistas a minha medalha de campeão da segunda divisão de 1984".

"A Câmara Municipal de Westminster confirmou que não vai distribuir mais exemplares e que todo o material em sua posse será destruído. O clube ainda está a analisar a sua posição legal sobre o assunto", informou o Millwall, depois de a autarquia ter pedido desculpa ao clube pela forma com utilizou "a imagem de forma insensível para retratar o problema histórico do racismo no futebol".

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