Mourinho visa arbitragens: "Erros a nosso favor? Ainda não aconteceu"

Treinador do Benfica considera que o Sporting tem sido beneficiado desde o início da época e lembrou os jogos com Nacional, Famalicão e os três duelos com o Santa Clara. "Parece que não acontece nada", queixou-se

05 de abril de 2026 às 01:30
José Mourinho, treinador do Benfica Foto: Tony Dias/Movephoto
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"Desde o início da época já viu o Benfica beneficiar de alguma coisa? Eu ainda não. Erros [de arbitragem] a nosso favor? Ainda não aconteceu e espero que não aconteça. Mas se acontecer vou tentar ser uma lufada de ar fresco e dizer 'ganhámos três pontos' e que o Benfica foi beneficiado." Foi desta forma, e com críticas às arbitragens do rival, que José Mourinho respondeu quando questionado se o clube da Luz poderia beneficar da 'guerra' entre o FC Porto e o Sporting.

O treinador do Benfica apontou depois na direção do Sporting, enumerando casos esta época em que considerou que os leões foram beneficiados, recorrendo à sua habitual ironia para dar como exemplo o Sporting-Santa Clara de sexta-feira que os leões venceram por 4-2.

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"Vi a primeira página dos dois jornais mais tradicionais e históricos do desporto português, e pensei 'não se passa nada'. Páginas lindíssimas com um miúdo [Rafael Nel] que jogou, foi aniversariante e fez golo, mas fazem com que quem não tenha visto o jogo pense que não aconteceu nada. E é nesta base do 'parece que não acontece nada' que já estamos desde o início da época. Esquecemo-nos do jogo do Nacional (2-1), em Alvalade com o Famalicão (1-0), de muita coisa que vem do princípio da época. Não sei muito bem o que dizer. Foco-me nos três jogos com o Santa Clara, está tudo aí", apontou.

Não querendo comentar a 'guerra' entre Frederico Varandas e Villas-Boas - "já disse que em situações de presidentes sou mero espectador" -, Mourinho foi perentório quando interrogado se concordava com a publicação feita pelo Benfica logo após o desfecho do jogo entre Santa Clara-Sporting, visando a arbitragem de André Narciso com a frase "já nem há vergonha". "Num mundo de puxa-sacos também vou ser. Vou dizer que estou 100 por cento de acordo com o meu presidente, que é o que os outros fazem".

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