Multa imposta ao FC Porto pela UEFA pode ir até 5 milhões

Dragões falharam um dos critérios do regulamento financeiro, mas evitam sanções desportivas.

05 de julho de 2025 às 01:30
Clube evita sanções desportivas
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A UEFA aplicou uma multa ao FC Porto que pode chegar aos 5 milhões de euros. Confirma-se, assim, o risco de castigo noticiado em primeira-mão pela CM a 21 de novembro passado.

Está em causa o incumprimento de um dos três critérios do regulamento financeiro da UEFA. O FC Porto informou a CMVM de um "desvio negativo acumulado de 50 milhões de euros face ao limite regulamentar" no indicador de estabilidade (o défice da receita face à despesa não pode exceder os 5 milhões).

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As boas indicações dadas pela SAD permitiram que, ao contrário do habitual nestas situações, o FC Porto não tenha sanções desportivas. Ou seja, não fica sujeito a um settlement agreement, como já sucedeu no passado, que reduzia o número de vagas para inscrever jogadores nas provas europeias ou limitava os negócios no mercado de transferências.

O FC Porto terá sempre de pagar 750 mil euros de multa. Outros 4,25 milhões serão cobrados se o indicador de estabilidade continuar sem ser cumprido no próximo controlo, que já terá em conta a época 2024/25. O FC Porto, à CMVM, diz que "reduziu de forma substancial o desvio", mas não dá garantias de evitar a multa, apesar do fecho contabilístico da época ter sido a 30 de junho.

PORMENORES

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Multas milionárias

Seis clubes falharam o indicador de estabilidade e o FC Porto é o único que não fica sujeito a um acordo com a UEFA. Eis algumas das multas: Barcelona (15 a 60 milhões); Lyon (12,5 a 50 milhões); e Hajduk Split (0,3 a 1,2 milhões)

Sanções a dobrar

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Além de multados pela falha na estabilidade, dois clubes também falharam a regra do custo do plantel. O Chelsea terá de pagar 20 a 80 milhões mais 11 milhões e o Aston Villa 5 a 20 milhões mais 6 milhões.

Farioli ataca o trabalho a todo o gás com Lucho como adjunto

Francesco Farioli chegou ao Porto ao fim da noite de quinta-feira e esta sexta-feira já atacou o trabalho a todo o gás, sabe o CM. Uma das questões que ficou resolvida foi a constituição da equipa técnica. O italiano terá Lucho González, ex-jogador argentino que brilhou nos dragões, como adjunto. Fica, assim, cumprida uma regra do novo timoneiro portista: ter alguém a seu lado familiarizado com o clube e o campeonato que vai disputar.

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Farioli mostrou-se bem disposto na chegada à Invicta, ao lado da família. O técnico, de cachecol do FC Porto ao pescoço, saiu do aeroporto Francisco Sá Carneiro com a filha mais velha (Lea, de três anos) pela mão. O filho mais novo (Tommaso, de sete meses), vinha ao colo da mãe, Agata Alonzo. Cada um trazia um peluche das mascotes do FC Porto: Draco e Viena.

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