Noruega: Remada viking embala seleção de Haaland
Coreografia dos adeptos norugueses inspirada na saga dos vikings tornou-se viral e dá força à seleção, que já está apurada para os 16 avos de final
É uma das imagens de marca deste Mundial: antes, durante e depois dos jogos da Noruega, nos estádios e nas ruas, os adeptos ensaiam a 'remada viking'. Impecavelmente sincronizados, imitam movimentos como se estivessem num navio viking, ao ritmo de um tambor que vai aumentando de velocidade, e gritam bem alto 'row' (remar na tradução para português).
No final do triunfo (3-2) frente à Costa do Marfim, que apurou os nórdicos para os 16 avos de final, os craques juntaram-se aos festejos. Sentaram-se no relvado em frente aos adeptos, Odegaard pegou num tambor, e juntos deram vida a uma magnífica coreografia, já depois de Haaland ter sido novamente herói, a juntar mais dois golos ao bis apontado ao Iraque (4-1) na sua estreia em Mundiais.
Na senda da 'Hola' do México 1986, da 'Vuvuzela' no África do Sul 2010 ou do 'aplauso viking' da Islândia no Europeu de 2016, a remada é já um fenómeno de popularidade e até chegou ao Parlamento norueguês.
A coreografia que embala Haaland e companhia neste Mundial é inspirada nos antepassados vikings e nos contos históricos que relatam várias sagas e viagens à Terra Nova, no Canadá, e à costa nordeste dos EUA há mais de mil anos.
"Esta coreografia é uma forma de remar pela seleção", disse à 'CNN' internacional Ole Froystad , adepto que diz ser o criador da 'remada viking'. Inspirada por esta 'força', a Noruega, de volta a um Mundial 28 anos depois, tem dado bem conta do recado e Haaland está imparável.
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