Nuno Campos: "Estamos em primeiro lugar com mérito próprio

Treinador português é líder do campeonato romeno com o Dínamo Bucareste. Passagens como adjunto por clubes como Flamengo, Roma e Shakhtar foram boa escola.

24 de outubro de 2026 às 10:30
Nuno Campos é treinador do Dínamo Bucareste, da Roménia Foto: D.R.
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O primeiro terço da liga romena está a correr como previsto? A liderança estava planeada?

Ninguém esperava que estivesse a correr tão bem. Especialmente porque o budget da equipa do Dínamo não é dos mais elevados e temos estado a superar todas as expectativas. Naturalmente que o nosso objetivo não é o primeiro lugar (o clube está na liderança com mais dois pontos do que o rival Rapid Bucareste). Mas estamos em primeiro lugar por mérito próprio, pelo que estamos a construir, mas ainda estamos no início, há que continuar a fazer as coisas bem como temos estado a fazer. Estamos a construir as bases para, no futuro, voltar a ser um Dínamo Bucareste à dimensão que tem de ser o Dínamo.

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A equipa técnica é um bastião de portugueses?

O mais importante de tudo é a competência. Tenho a felicidade, para além da competência, porque tenho um elemento que é holandês, mas essa competência, juntamente com serem portugueses, naturalmente que ajuda no dia-a-dia porque estamos muito mais tempo juntos e a confraternizar uns com os outros. Mesmo com as famílias é mais fácil quando se juntam, para também conseguirem falar umas com as outras.

Todos têm um papel importante...

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Sim. Gosto muito de delegar. Eu sou o líder, mas eles têm um papel muito importante, desempenham-no muito bem, são muito competentes. Estou muito satisfeito com eles e eles certamente também estarão satisfeitos com o facto de as coisas estarem a correr bem. Estamos mais próximos de fazer a equipa evoluir.

Tem um trajeto valioso em termos de trabalho em clubes de referência. Foi uma boa escola?

Sim, tive a felicidade de estar a um nível muito alto com o Paulo Fonseca. Construímos a carreira desde baixo, desde os sub-19 do Estrela da Amadora, e fomos por aí acima. Tive também a felicidade de estar no México com o Renato Paiva (como adjunto do Toluca), com quem tenho uma excelente relação. Há também a questão do Brasil, que me permitiu trabalhar num clube gigante como o Flamengo, ter estado numa Roma ou num Shakhtar Donetsk na Liga dos Campeões. É uma felicidade imensa porque ganhamos experiência nas áreas todas. Estou preparado para qualquer perspetiva ou contexto.

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